Datafolha: Raquel Lyra lidera com 47% das intenções; João Campos tem 40%
Considerando apenas os votos válidos, Raquel Lyra alcança 52% contra 44% de João Campos
A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), lidera a corrida de reeleição com 47% das intenções de voto, mantendo-se à frente do ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), que regista 40%. Como a diferença entre ambos está acima da margem de erro de três pontos percentuais, a atual gestora consolida a sua liderança na disputa.
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Lula lidera disputa com 39% das intenções; Flávio registra 33%
No cenário de votos válidos (onde se excluem os votos brancos e nulos), Raquel Lyra alcança 52% contra 44% de João Campos. Caso a eleição fosse hoje, este resultado técnico garantiria a reeleição da governadora logo no primeiro turno.
Atrás dos dois principais candidatos, a disputa segue com baixa pontuação entre as restantes candidaturas de esquerda e alternativas:
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- Ivan Moraes (PSOL): regista entre 1% e 2%;
- Renan Hallais (Missão): 1%;
- Professora Camila (UP): 1%;
- Guilherme Fonseca (PSTU): 1%;
- Professor Jeremias do Banco (Democrata) e Victor Assis (PCO) não pontuaram nesta pesquisa.
Os votos em branco, nulos ou em nenhum candidato somam 5%, enquanto 4% dos eleitores se declaram indecisos ou não souberam responder.
Na pesquisa espontânea --momento em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos eleitores--, Raquel Lyra é citada por 39%, enquanto João Campos é lembrado por 26%. Os indecisos neste cenário somam 25%, e 4% indicam voto em branco ou nulo. Outros 4% deram respostas diversas, 1% mencionou o "atual governador" (categoria mantida isolada pelo instituto) e 1% citou o ex-governador Eduardo Campos (morto em 2014).
Estabilidade e rejeição
O confronto direto mostra uma grande estabilidade em relação à pesquisa anterior, de 31 de julho, quando Raquel Lyra tinha 48% e João Campos registava 42%. Ambos os candidatos oscilaram dentro da margem de erro.
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No entanto, as taxas de rejeição continuam a ser um desafio para as campanhas:
- João Campos lidera o índice de rejeição com 32% dos eleitores a afirmar que não votariam nele de forma alguma;
- Raquel Lyra tem 29% de rejeição;
- Seguem-se Renan Hallais (20%), Guilherme Fonseca (18%), Ivan Moraes (17%), Victor Assis (16%), além de Professora Camila (12%) e Professor Jeremias do Banco (12%);
- Apenas 3% afirmam não rejeitar nenhum candidato e 2% rejeitam todos.
Fatores políticos e as estratégias
A recuperação e liderança de Raquel Lyra ocorrem a par com a subida de popularidade da sua gestão: 50% dos pernambucanos avaliam o seu governo como ótimo ou bom. Outros 30% classificam-no como regular, 18% avaliam-no de forma negativa (ruim ou péssimo) e 2% não souberam responder.
Analistas e aliados apontam que o crescimento de Raquel se deve ao reforço da sua presença no interior do estado, à melhoria da aprovação do seu mandato e à estratégia de manter o debate focado em temas locais. Para além disso, a governadora tem adotado postura de neutralidade na política nacional, o que lhe permite atrair tanto eleitores alinhados com Lula (PT) como apoiantes de Flávio Bolsonaro (PL).
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Por outro lado, João Campos tem procurado intensificar as suas agendas no interior de Pernambuco. A sua campanha aposta fortemente na aliança com o presidente Lula, que funciona como o seu principal cabo eleitoral no estado, e procura reavivar a memória do seu pai, o ex-governador Eduardo Campos, muito popular na região.
Recentemente, o PSB tentou negociar com o PSOL para que Ivan Moraes retirasse a sua candidatura de modo a unificar a esquerda, mas a negociação não avançou.
Senado: Empate técnico quádruplo
Se a corrida para o governo começa a desenhar uma vantagem para Raquel, a disputa para a única vaga de Pernambuco no Senado Federal encontra-se totalmente indefinida. Há quatro candidatos empatados tecnicamente na liderança:
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- Marília Arraes (PDT): 15%;
- Humberto Costa (PT): 14%;
- Mendonça Filho (PL): 12%;
- Eduardo da Fonte (PP): 11%.
Abaixo do bloco de líderes surgem Tulio Gadêlha (PSD) com 5%, seguido por Carlos Sant'Anna (Novo) com 2% e Pastor Gilvan Costa (Democrata) também com 2%. Paulo Rubem Santiago (Rede), Samuel Timoteo (UP) e Mariano Macedo (PSTU) registam 1% cada, enquanto Gorett Bitu (UP) e Mailson da Silva Neto (PCO) não pontuaram.
Nesta disputa para o Senado, o volume de votos brancos e nulos ainda é muito expressivo, atingindo 23%, enquanto os eleitores indecisos somam 14%.
A pesquisa foi realizada pelo instituto Datafolha entre os dias 18 e 20 de agosto, tendo ouvido 1.204 eleitores de Pernambuco com 16 anos ou mais. O levantamento, contratado pela Folha e pela TV Globo, apresenta uma margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, e está oficialmente registado na Justiça Eleitoral sob os números de identificação PE-01528/2026 e BR-00109/2026.
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