Eleições

Exército do Lula: área técnica do TSE vê risco, mas não acha fake news

Um dos riscos é a disseminação em massa de mensagens às vésperas do segundo turno, conforme a equipe técnica

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12/10/2026 14:17 • Atualizado há 5 dias

Exército do Lula: área técnica do TSE vê risco, mas não acha fake news

A Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou nesta segunda-feira (12) em relatório que não foi disseminada informação falsa no canal de WhatsApp "Exército de Lula". No entanto, o documento alerta para alguns riscos que o grupo representa para o processo eleitoral.

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Um dos riscos é a disseminação em massa de mensagens às vésperas do segundo turno, conforme a equipe técnica. O relatório também menciona que mensagens encaminhadas em setembro foram deletadas, gerando dificuldade para a análise das informações difundidas.

Ainda segundo o documento, há, "nas mensagens examinadas, o emprego recorrente de uma linguagem polarizadora, que tende a estabelecer uma lógica de confronto potencialmente contrária à condição das eleições como um substitutivo do conflito".

O relatório foi solicitado por Nunes Marques nesta segunda-feira e leva a assinatura do chefe do setor técnico, Frederico Alvim. O documento servirá para subsidiar novas decisões do tribunal sobre o caso.

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No domingo (11), o presidente atendeu a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e derrubou o canal. Horas mais tarde, o ministro Ricardo Villas Boas Cueva reverteu a decisão. Há expectativa que o caso seja julgado em plenário, mas não há previsão de quando isso pode acontecer.

Segundo a campanha de Flávio, havia disseminação de fake news no grupo - como afirmações de que o candidato pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil, estaria envolvido com milícia, reduziria aposentadorias e o Benefício de Prestação Continuada ou teria mandado cancelar o reajuste do Bolsa Família.

A área técnica do tribunal não encontrou esse conteúdo no canal. "No período examinado (2 a 11 de outubro de 2026), não foram localizadas publicações que reproduzam essas afirmações", diz o relatório.

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A área técnica ressalta que as publicações de setembro que foram apagadas não foram analisadas. O documento diz, ainda, que "foi localizada publicação de 8 de outubro, à 1h10, na qual o canal afirma que não divulgará "uma única fake news até o final da campanha". O canal tem mais de 3 milhões de inscritos e é coordenado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG).

Exército do Lula: área técnica do TSE vê risco, mas não acha fake news