Flávio sobre Bolsonaro: "É difícil comparar o Pelé com o filho do Pelé"
Senador lança campanha em Copacabana com críticas a Lula e defesa do legado do pai
O senador Flávio Bolsonaro (PL) realizou o primeiro ato oficial de campanha na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, onde afirmou que não vai desistir do Brasil, em discurso marcado por referência constante ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e críticas ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Continua depois da publicidade
Ao comentar as comparações entre os dois, Flávio recorreu à imagem do futebol para explicar seu papel na política. "É difícil comparar o Pelé com o filho do Pelé, mas estou aqui com toda humildade", disse o senador, destacando que pretende seguir o legado do pai.
O candidato lamentou que Jair Bolsonaro não pôde participar presencialmente do evento e afirmou que o ex-presidente está ausente "porque é odiado" por uma parcela dos poderosos. Para Flávio, essa rejeição reforça a necessidade de, nas palavras dele, continuar defendendo o projeto do ex-presidente.
Nas críticas ao atual governo, o senador afirmou que "o presidente da República está deixando legado de incompetência e corrupção", ao se referir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e se colocou como alternativa para, na sua visão, corrigir esse rumo.
Continua depois da publicidade
Promessas na área de segurança pública
Flávio também prometeu alterar o tratamento dado ao crime organizado. "Vou resgatar soberania do Brasil porque vou tratar PCC, Comando Vermelho e milícia como terroristas", declarou, ao citar as facções e as milícias como alvos prioritários de seu programa na área de segurança.
Ao falar de segurança cotidiana, o senador criticou a atuação do governo na esfera interna. "O atual governo briga com país em outro continente, mas não briga com ladrão de celular, não temos soberania sobre nosso próprio celular", disse, usando o exemplo do roubo de celulares para ilustrar o que considera falta de soberania sobre o dia a dia dos brasileiros.
Flávio ainda afirmou que a gestão de Jair Bolsonaro foi "a última fronteira na defesa pela democracia". Segundo ele, seu objetivo é evitar que, como avalia, o país se afaste dos valores defendidos pelo ex-presidente.
Continua depois da publicidade
Fala de Jair Bolsonaro reforça tom do ato
Durante o evento, o senador interrompeu o próprio discurso para que os presentes acompanhassem uma fala de Jair Bolsonaro. Em intervenção rápida, o ex-presidente afirmou que o país precisa mudar e citou o medo de que sua filha caçula fique órfã, sem detalhar a situação específica à qual se referia.
A inclusão da fala de Jair Bolsonaro no ato reforçou o alinhamento entre pai e filho e o papel do ex-presidente como referência central no discurso da campanha de Flávio, que estrutura sua narrativa em críticas ao governo atual e defesa do legado do último mandato presidencial.
Fique por dentro das últimas
notícias
