Flávio defende cortar gastos e diz que maior ajuste fiscal é saída de Lula
Candidato à Presidência pelo PL afirmou nesta sexta-feira (16) que manterá todos os benefícios sociais atuais

A uma semana do segundo turno das eleições presidenciais, Flávio Bolsonaro (PL) assegurou a manutenção de programas de transferência de renda e criticou o aumento do Bolsa Família, promovido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (16) às vésperas da eleição. Ele também apontou a saída do rival como a melhor medida para promover um reajuste fiscal.
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O maior ajuste fiscal que o Brasil pode fazer é tirar o Lula. Ele, hoje, é o maior problema para esse desencontro de contas. Se você pegar estimativa de 2022, o presidente ainda era Jair Bolsonaro, a taxa de juros deveria estar neste momento em torno de 7%. Hoje, a taxa de juros está em 14%, são 7 pontos percentuais a mais na taxa de juros. --Flávio
Manutenção de benefícios, crítica à falta de reajustes
Em sabatina promovida pela TV Globo, Flávio Bolsonaro buscou tranquilizar os eleitores dependentes de programas sociais, garantindo que os auxílios serão mantidos e tratados como prioridade em um eventual governo.
O candidato rebateu acusações de adversários e criticou o presidente Lula por ter, segundo ele, deixado os beneficiários sem reajustes durante o mandato e anunciado medidas de recomposição apenas às vésperas da votação.
Flávio destacou a ampliação dos valores promovida no governo de seu pai, Jair Bolsonaro (2018-2022) —afirmando que o Bolsa Família passou de R$ 190 para R$ 600— e prometeu acompanhamento permanente da renda das famílias, em vez de ações pontuais.
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Diferente do Lula, que esqueceu por quatro anos de quem recebeu o Bolsa Família, não deu reajuste para ninguém, faltou 17 dias para a eleição, ele lembra que tem que reajustar o Bolsa Família. Eu vou lembrar de você todos os dias do meu governo. --Flávio
Corte de "penduricalhos" e economia nos Três Poderes
Na discussão sobre responsabilidade fiscal e equilíbrio das contas públicas, o postulante do PL argumentou que o ajuste das finanças do Estado não deve recair sobre a população nem sobre os benefícios sociais, mas sim sobre o enxugamento da máquina administrativa.
Flávio defendeu o fim de privilégios e gratificações corporativas —conhecidos como "penduricalhos"— no Executivo, Legislativo e Judiciário. "Só os penduricalhos dos Três Poderes, se você for botar na ponta do lápis, são R$ 24 bilhões por ano", disse.
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