Flávio nega cargo para pai e irmão caso seja eleito: 'Meu pai será o povo'
O candidato à Presidência também comentou a investigação de aliados no Rio de Janeiro e se disse surpreso

Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, nesta sexta-feira (16) que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), e seu irmão Eduardo Bolsonaro (PL) não ocuparão cargos em um eventual governo seu. Ele declarou que o ex-presidente atuará exclusivamente como conselheiro informal e que a sua atuação no Palácio do Planalto será voltada para a população.
Continua depois da publicidade
"O Flávio Bolsonaro, quem é o pai dele? É o Jair Bolsonaro. O Flávio Presidente da República, o meu pai vai ser o povo brasileiro", declarou o candidato em sabatina promovida pela TV Globo, destacando o privilégio de consultar um ex-chefe do Executivo dentro de casa, mas garantiu que a nomeação para cargos ministeriais não está no radar.
Sobre Eduardo Bolsonaro, cotado por aliados para assumir o Ministério das Relações Exteriores, o senador descartou categoricamente a indicação. "Ele não vai ser meu chanceler", assegurou, elogiando a atuação do irmão na articulação com lideranças conservadoras no exterior.
Aliados investigados no Rio de Janeiro
Questionado sobre operações policiais e investigações que envolvem aliados políticos no estado do Rio de Janeiro —como o deputado estadual Márcio Canella, o deputado Rodrigo Bacelar e o ex-governador Cláudio Castro—, Flávio Bolsonaro defendeu o amplo direito de defesa, mas afirmou que não concederá proteção política a investigados.
Continua depois da publicidade
[Essas investigações me] surpreenderam, e acho que as pessoas têm o direito de se defenderem e provar a sua inocência, que é o que eu espero que todos eles façam. Agora, não tem que passar a mão na cabeça de ninguém, não. Se a pessoa cometeu algo de errado, ela vai ter que responder por isso. --Flávio
Guerra ao narcotráfico e novas medidas de segurança
Já no âmbito da segurança pública, Flávio Bolsonaro anunciou que um dos seus primeiros atos em um possível governo será a convocação das forças de segurança e dos comandantes militares para declarar "guerra ao narcotráfico" no país.
A proposta inclui a reclassificação de grupos como Comando Vermelho, Primeiro Comando da Capital (PCC) e milícias para a categoria de organizações narcoterroristas. O plano prevê a utilização da Marinha no Porto de Santos e do Exército e da Aeronáutica na região amazônica e nas fronteiras terrestres para conter o tráfego ilegal de armas e drogas.
Para reforçar o patrulhamento urbano, o candidato prometeu investir na aquisição de mais de 1 milhão de câmeras equipadas com inteligência artificial, interligadas em nuvem com os cadastros estaduais de mandados de prisão. Além disso, defendeu o endurecimento das penas para crimes graves e a garantia do direito à posse de armas por cidadãos que preencham os requisitos legais de legítima defesa.
Fique por dentro das últimas
notícias
