Janja confirma permanência na campanha de Lula após críticas: 'Respaldada'
Em nota, assessoria da primeira-dama afirma que atuação é legítima e que o foco é a reeleição do presidente

A equipe da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, confirmou nesta quarta-feira (7) que ela permanecerá atuando diretamente na campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em nota oficial emitida para rebater críticas recentes sobre sua presença no meio político, a assessoria afirmou que a participação de Janja é totalmente legítima e sempre respaldada pelo próprio presidente.
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Independente do que falem, Janja seguirá na campanha. Sua participação é legítima e sempre respaldada pelo presidente Lula. O objetivo de todos os envolvidos é um só: reeleger o presidente! --Equipe de Janja
A posição da equipe surge em meio à repercussão de comentários feitos pela ex-senadora Kátia Abreu (PT), coordenadora da campanha de Lula no Tocantins. Em entrevista à GloboNews, a ex-parlamentar avaliou, sob a ótica da estratégia eleitoral, que a primeira-dama estaria ocupando um espaço superior ao do candidato a vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), defendendo uma presença mais proeminente do vice no segundo turno.
Avaliação de Lula e autocrítica sobre a campanha
Em reunião com parlamentares aliados eleitos, Lula admitiu, também nesta quarta-feira, que sua campanha à reeleição não está bem ordenada, revelando ter comunicado ao presidente do PT, Edinho Silva, que esta é a disputa menos organizada de que participou desde 1989.
Na ocasião, Lula declarou que a atuação ficou aquém de suas possibilidades e expressou estranheza por não ter terminado o primeiro turno à frente de Flávio Bolsonaro (PL), questionando por que as entregas do governo não foram suficientes para o entendimento de uma parcela da sociedade.
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Além das cobranças direcionadas aos organizadores de sua campanha, Lula defendeu a necessidade de unidade no campo progressista, afirmando que, no futuro, a esquerda deveria estar reunida em uma única legenda. Para o presidente, a divisão existente muitas vezes não decorre de divergências programáticas, mas, sim, da manutenção de cargos, apontando que a unificação é uma questão de tempo e maturidade política.
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