Lula e Flávio Bolsonaro sobem o tom e trocam ataques na campanha
Estratégias eleitorais miram casos de corrupção, temas econômicos e histórico dos adversários no rádio, TV e internet
A disputa pela Presidência da República entrou em ritmo acelerado com a troca direta de acusações entre as principais campanhas. Tanto a equipe de Luiz Inácio Lula da Silva quanto a de Flávio Bolsonaro traçaram planos ofensivos para explorar as vulnerabilidades e os índices de rejeição dos adversários na internet e nos blocos do horário eleitoral.
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Na campanha de Flávio Bolsonaro (PL), a tática inicial para o rádio e a TV concentra-se na apresentação de propostas para atrair o eleitorado de centro e diminuir a rejeição, reservando os embates diretos para inserções curtas e para as redes sociais. O candidato foca na agenda econômica — abordando temas como dívida pública, inflação dos alimentos e combustíveis — além de relembrar a condenação de Lula na Operação Lava-Jato e as investigações da Polícia Federal envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.
Em jantar com banqueiros em São Paulo, o senador afirmou que não pretende disputar a reeleição caso seja eleito, defendeu reformas estruturais e teve o ex-presidente do Credit Suisse Marcelo Caiate cotado como potencial integrante da equipe econômica.
Ofensiva petista e reação a fotos
Por outro lado, a campanha do presidente Lula iniciou o primeiro dia da propaganda eleitoral aumentando o tom contra o senador do PL. O PT estruturou um site específico com críticas a Flávio e veiculou inserções acusando o parlamentar, resgatando investigações do esquema de "rachadinhas" e menções a empresários do setor financeiro.
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Em ato em Salvador, ao lado do governador Jerônimo Rodrigues, Lula negou conhecer a lobista Roberta Luchsinger, alvo de apuração da Polícia Federal sobre suspeita de tráfico de influência. Após a circulação de imagens em que aparece ao lado da investigada, a coordenação da campanha divulgou nota afirmando que o presidente, enquanto figura pública, é abordado constantemente para fotos e que o registro não representa nenhuma proximidade pessoal, profissional ou política.
Agenda dos demais candidatos
Os demais postulantes ao Palácio do Planalto também cumpriram agendas e debateram planos de governo:
- Ronaldo Caiado (PSD): Em compromissos no Rio de Janeiro, defendeu uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) fiscal emergencial para conter o déficit das contas públicas, ampliar o acesso ao crédito e facilitar a redução dos juros.
- Renan Santos (Missão): Cumpriu compromissos em Belo Horizonte e Sabará (MG), reforçando a proposta de um marco nacional de urbanização e desfavelização.
- Augusto Cury (Avante): Participou de um encontro focado no agronegócio com mulheres produtoras rurais em Ribeirão Preto, no interior paulista.
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