Eleições

Lula: O que não pode é o presidente da Corte Eleitoral ter lado na política

Declaração do petista ocorre em meio ao impasse relacionado ao canal de WhatsApp ‘Exército do Lula’ no Tribunal Superior Eleitoral

2 min

12/10/2026 12:42 • Atualizado há 4 dias

Lula: O que não pode é o presidente da Corte Eleitoral ter lado na política

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (12), após participação em missa em celebração ao dia de Nossa Senhora Aparecida, que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, não pode “ter lado na política”.

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A declaração ocorreu em meio ao impasse relacionado ao canal “Exército do Lula”, criado no WhatsApp para postagens de apoio ao petista que conta com 3,4 milhões de pessoas. Nunes Marques determinou a suspensão da plataforma, mas a decisão foi derrubada pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Vilas Bôas Cuêva, horas depois.

"Eu acho que eles (TSE) estão extrapolando em algumas decisões contra a minha campanha. Isso é visível, isso já foi denunciado. Eu não vou criar só o exército do Lula. Vou criar agora o Exército, Marinha e Aeronáutica do Lula, sabe, no WhatsApp. Ou seja, é a forma mais barata da gente fazer campanha e nós vamos continuar criando nossos exércitos, nós vamos continuar fazendo campanha”, disse Lula.

“E para ele achar que ele tem que cortar, ele tem que mostrar qual é a ilegalidade que tem. Onde é que estamos transgredindo a lei? O que não pode é o presidente da Suprema Corte Eleitoral ter lado na política. O lado dele tem que ser o lado da igualdade de comportamento, da igualdade de procedimento. Todos têm que ter o mesmo direito diante da Justiça Eleitoral”, afirmou.

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Entenda

O corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Vilas Bôas Cuêva, derrubou neste domingo (11) a decisão do presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, que suspendeu o canal “Exército do Lula”, criado no WhatsApp para postagens de apoios ao candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Neste sábado (10), Vilas Bôas Cuêva, relator do processo, pediu que o presidenciável apresente informações complementares, mas não determinou a suspensão do canal.

Antes da decisão de Kassio, a legalidade do canal “Exército do Lula” já estava judicializada no TSE. A campanha do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) ajuizou uma ação para cassar o mandato de Janones, além de solicitar a suspensão do canal.

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A decisão final será discutida pelo plenário do TSE.

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