Cleitinho sobre fim da escala 6x1: "Quem tem que pagar a conta é o governo"
Candidato ao governo de MG diz que apoiará modelo 5x2 e cobra que União arque com incentivos fiscais às empresas
O candidato ao governo de Minas Gerais pelo Republicanos e senador Cleitinho Azevedo afirmou nesta quarta-feira (19), em sabatina da Record Minas, que apoiará o fim da escala de trabalho 6x1 e pretende votar a favor da mudança no Senado, desde que empresas recebam compensações para adotarem uma jornada 5x2.
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Proposta de mudança na jornada
Segundo ele, a transição para o novo modelo não pode aumentar custos nem para o trabalhador nem para o empregador. Cleitinho defendeu que a União assuma o papel de financiar benefícios e incentivos fiscais para tornar viável a adoção do 5x2 pelas companhias.
Durante a entrevista, o senador reforçou que a discussão sobre a escala de trabalho precisa considerar medidas de compensação ao setor produtivo. Ele citou como exemplos a desoneração da folha de pagamento e a redução de impostos para empresas que migrarem para o regime de cinco dias trabalhados e dois de descanso.
Para Cleitinho, a responsabilidade financeira da mudança deve recair sobre o governo federal. "Quem tem que pagar essa conta não é nem a empresa e nem o trabalhador. Quem tem que pagar essa conta é o governo federal", declarou ao ser questionado sobre o impacto da proposta para os empresários.
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Contrapartidas às empresas
O candidato afirmou que pretende atuar junto a outros senadores para construir um texto que garanta contrapartidas às companhias. Na visão dele, a combinação entre redução de carga tributária e revisão de encargos trabalhistas pode estimular a adesão ao novo formato de jornada.
Ele destacou que empresas dispostas a alterar a rotina de trabalho merecem segurança jurídica e previsibilidade. "As empresas que forem aderir a esse 5 por 2 têm que ter uma contrapartida. Isso é extremamente importante", disse Cleitinho, ao reforçar que a pauta fará parte de suas prioridades caso seja eleito governador.
Crítica à jornada no Congresso
Ao tratar do tema, Cleitinho aproveitou para criticar a rotina de trabalho no Congresso Nacional. Ele questionou a legitimidade dos parlamentares para discutir a escala dos demais trabalhadores, afirmando que deputados e senadores não cumprem uma jornada equivalente.
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"Que moral que um político tem para falar de uma escala que ele não trabalha?", indagou o candidato, ao comparar o debate sobre o 6x1 com a frequência dos próprios representantes em Brasília.
Com informações do Estadão Conteúdo.
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