Eleições

O que você precisa saber sobre o 1º debate presidencial das Eleições 2026

Ausências de Lula, Flávio Bolsonaro e Zema marcam debate; Caiado, Renan Santos e Augusto Cury disputam espaço como alternativa à polarização

4 min

24/08/2026 07:00 • Atualizado há 8 dias

No último domingo (23), a Band sediou o primeiro debate presidencial das Eleições 2026, marcado pelos púlpitos vazios reservados a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo). No embate direto, Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) buscaram se apresentar como opções fora da polarização nacional.

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Augusto Cury quase não comparece ao debate e púlpitos vazios

A Band manteve os três púlpitos desocupados no estúdio, conforme definido em reunião preparatória realizada em 17 de agosto, numa forma de expor de maneira explícita a recusa dos candidatos em participar do confronto televisivo.

Romeu Zema justificou previamente a ausência em nota oficial, enquanto Lula e Flávio Bolsonaro optaram por não comparecer sem encaminhar recusas formais à emissora.

A decisão gerou reação imediata em Augusto Cury. Na chegada à emissora, o candidato do Avante fez uma manifestação contra as ausências e anunciou que não participaria do encontro, afirmando estar profundamente magoado e classificando a atitude dos adversários como um desrespeito à nação brasileira por parte de duas lideranças que, na avaliação dele, adoeceram o país com a polarização política.

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Cury recuou após conversar com o diretor de jornalismo da Band, Fernando Mitre, e decidiu entrar no estúdio. Os púlpitos vazios acabaram ganhando destaque visual ao longo do programa.

Ronaldo Caiado criticou o que chamou de covardia dos ausentes, acusando-os de evitar prestar contas ao eleitorado, enquanto Renan Santos afirmou que os líderes optaram por articular acordos de bastidores em Brasília em vez de enfrentar o debate público.

Os principais embates e propostas do trio de candidatos

Com o cenário definido, o confronto entre Caiado, Renan e Cury expôs diferenças de estilo e de programa entre os três candidatos que se apresentam como alternativa à atual polarização.

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Ronaldo Caiado chamou abertamente os adversários ausentes de fujões e disse que eles não teriam condições de explicar os escândalos em que seus nomes aparecem.

O ex-governador de Goiás citou o caso Dark Horse, envolvendo transações financeiras suspeitas ligadas a Flávio Bolsonaro, e o que chamou de dark lobby em torno de Lula, em referência a mensagens de seu filho Fábio Luís, o Lulinha, e do ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Ribeiro com uma lobista investigada por fraudes no INSS.

No campo de propostas, Caiado concentrou seu discurso em segurança pública, afirmando que o país vive um clima de guerra sob ordens de facções criminosas.

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Ele prometeu defender mais autonomia penal para os governadores e operações integradas contra o crime organizado. Na economia, sustentou que o Brasil precisa de um choque de credibilidade apoiado, segundo ele, em sua autoridade moral para cortar gastos, equilibrar as contas públicas e atrair investimentos privados.

Renan Santos, candidato do partido Missão, apostou em provocações visuais ao chegar ao debate carregando fraldas infantis com os nomes de Lula e Flávio Bolsonaro, chamando-os de medrosos por não participarem.

Para a área de segurança, Renan defendeu a decretação de Estado de Defesa combinada com operações de Garantia da Lei e da Ordem em favelas dominadas por facções, além da construção de superpresídios de segurança máxima sem divisão de internos por grupos criminosos.

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Na agenda econômica e trabalhista, Renan se posicionou contra o fim da escala 6x1, proposta por setores do governo federal, classificando a ideia como uma farsa eleitoreira que, na visão dele, é inviável para pequenas empresas.

Ele defendeu ainda a regulamentação do contrato de trabalho por hora como forma de flexibilizar as relações entre patrões e empregados.

Augusto Cury, por sua vez, usou boa parte de seu tempo para rebater o tom de confronto adotado por Renan. Ele afirmou que a agressividade e a linguagem bélica do adversário o assombram e asfixiam a capacidade de reflexão na democracia, defendendo um debate mais civilizado.

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Ao tratar da jornada de trabalho, Cury propôs a transição para o modelo 5x2, com dois dias de descanso semanal, argumentando que cerca de 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem com burnout e estresse profissional severo.

Para a condução da máquina pública, Cury sugeriu a formação de um time de ouro, composto por técnicos e especialistas que, segundo ele, devem atuar em cargos estratégicos afastados de interferências de esquemas de corrupção partidária.

O candidato associou essa proposta a uma política de saúde mental e educação socioemocional como pilares de seu eventual governo.

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Quando será o próximo debate eleitoral?

Serão três debates presidenciais antes do primeiro turno das Eleições 2026. Confira o cronograma:

  • 14 de setembro: Debate organizado em formato de pool por um consórcio de veículos de imprensa que inclui CNN Brasil, SBT e revista VEJA.
  • 27 de setembro: Encontro promovido pela Record.
  • 1º de outubro: TV Globo encerra debates antes do primeiro turno, marcado para o dia 4 de outubro.
O que você precisa saber sobre o 1º debate presidencial das Eleições 2026