Eleições

PE: Lyra e Campos empatam no penúltimo Datafolha antes do 1º turno

Levantamento para governo e Senado indica disputa apertada e alta definição do voto às vésperas da eleição

4 min

01/10/2026 18:02 • Atualizado há 16 dias

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira (1º), a penúltima antes do primeiro turno das eleições de 2026, mostra a governadora Raquel Lyra (PSD) com 46% e o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) com 44% das intenções de voto para o governo de Pernambuco, em cenário de empate técnico.

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Empate técnico pelo comando do Estado

No cenário estimulado, em que o instituto apresenta a lista de candidatos, Raquel Lyra aparece com 46% das intenções de voto, seguida de João Campos, com 44%. Pela margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos, os dois estão empatados tecnicamente.

Entre os demais postulantes ao governo, Ivan Moraes (PSOL) tem 2%, Renan Hallais (Missão) aparece com 1%, enquanto Professora Camila (UP), Victor Assis (PCO) e Guilherme Fonseca (PSTU) não atingem 1%. Brancos e nulos somam 4%, e 3% dos entrevistados se declaram indecisos.

Na pesquisa espontânea, em que o Datafolha não apresenta os nomes dos candidatos, Raquel registra 40% das citações e João, 34%. Outros nomes lembrados incluem Ivan Moraes, Eduardo Campos e “filho de Eduardo Campos”, cada um com 1%, além de 5% de outras respostas, 4% de votos em branco ou nulos e 15% de indecisos.

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Votos válidos e cenário de 2º turno

Considerando apenas os votos válidos, quando são retirados da conta os brancos, nulos e indecisos, Raquel Lyra teria 50% e João Campos, 47%. Ivan Moraes aparece com 2% e Renan Hallais, com 1%, mantendo a vantagem da atual governadora dentro da margem de erro.

Na simulação de segundo turno entre Raquel e João, o Datafolha aponta 50% para a candidata à reeleição e 46% para o ex-prefeito do Recife. Três por cento dos entrevistados declaram intenção de votar em branco, nulo ou em nenhum dos dois, e 1% ainda não sabe em quem votaria.

Rejeição, decisão e disputa pelo Senado

O levantamento também mediu a rejeição dos candidatos ao governo. João Campos é o nome com maior índice, citado por 34% dos entrevistados como alguém em quem não votariam de jeito nenhum. Raquel Lyra aparece com 32%, seguida por Renan Hallais (25%), Ivan Moraes (23%), Guilherme Fonseca (23%), Victor Assis (21%) e Professora Camila (19%).

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Entre quem já escolheu candidata ou candidato, o voto está majoritariamente consolidado. Entre os eleitores de Raquel, 92% afirmam estar totalmente decididos, e 8% dizem que ainda podem mudar. No grupo de João, 87% se declaram decididos e 13% admitem possibilidade de mudança. A maioria também lembra corretamente o número dos postulantes na urna: 72% dos eleitores de João e 71% dos de Raquel.

Para o Senado, a pesquisa estimulada mostra cenário dividido. Marília Arraes (PDT) e Humberto Costa (PT) lideram com 19% cada, seguidos por Mendonça Filho (PL), com 12%, e Eduardo da Fonte (PP), com 10%. Na sequência aparecem Túlio Gadêlha (PSD), com 5%; Carlos Sant’anna (Novo), com 2%; e uma série de candidatos na faixa de 1% ou abaixo disso. Brancos e nulos chegam a 16%, e 13% dos entrevistados ainda estão indecisos.

Como há duas vagas em disputa, o Datafolha perguntou separadamente em quem o eleitor pretende votar para a primeira e para a segunda cadeira. Nas respostas para a primeira vaga, Marília e Humberto aparecem com 21% cada, seguidos de Mendonça Filho, com 18%. Para a segunda vaga, Marília tem 17% e Humberto, 16%, com Eduardo da Fonte em 12% e Mendonça em 7%. Na pesquisa espontânea para o Senado, 52% dos entrevistados ainda não sabem em quem votar.

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Como foi feita a pesquisa

A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo. O Datafolha ouviu 1.204 pessoas em Pernambuco entre 28 de setembro e 1º de outubro de 2026. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número PE-06822/2026.

Como funciona uma pesquisa eleitoral

As sondagens de intenção de voto seguem critérios estatísticos para representar a composição do eleitorado nacional por renda, escolaridade, idade e região. Entender a metodologia, as amostras e o financiamento dos levantamentos é essencial para acompanhar o cenário político, sendo possível verificar como funcionam as pesquisas eleitorais e quem paga por elas.

Como identificar pesquisas falsas

Com a proximidade do pleito, a circulação de levantamentos não registrados ou adulterados tende a aumentar nas redes sociais. Para evitar desinformação, é fundamental consultar o registro oficial no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e saber como identificar pesquisas eleitorais falsas antes de compartilhar dados sobre a disputa.

PE: Lyra e Campos empatam no penúltimo Datafolha antes do 1º turno