Quaest: Luciano Zucco e Juliana Brizola têm empate técnico na disputa no RS
Pesquisa divulgada nesta segunda-feira mostra Zucco com 26% das intenções de voto e Juliana com 23%

A disputa oficial pelo governo do Rio Grande do Sul nas eleições de 2026 começa com um cenário de acirrado equilíbrio. Segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira (24), Luciano Zucco (PL), que registra 26% das intenções de voto na modalidade estimulada, e Juliana Brizola (PDT), com 23%, aparecem tecnicamente empatados dentro da margem de erro de três pontos percentuais. O levantamento foi encomendado pelo Grupo RBS.
Continua depois da publicidade
Na pesquisa estimulada --na qual os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados--, o pelotão principal é liderado por Zucco (26%) e Juliana (23%). Em seguida, Gabriel Souza (MDB) aparece com 9%, seguido por Marcelo Maranata (PSDB) com 2% e Priscila Voigt (UP) com 1%.
Os candidatos Cesar Pontes (PCO) e Rejane de Oliveira (PSTU) não pontuaram, registrando 0%. O grupo de eleitores que se declaram indecisos, não sabem ou não responderam soma 27%, enquanto brancos e nulos totalizam 12%.
A pesquisa também revela que a decisão de voto da maioria já está consolidada: 61% dos entrevistados afirmaram que sua escolha de candidato é definitiva. Por outro lado, 39% indicaram que ainda podem mudar o voto até o dia da eleição, marcado para 4 de outubro.
Continua depois da publicidade
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são mostrados aos eleitores, Luciano Zucco (PL) pontua com 13%, Juliana Brizola (PDT) aparece com 7%, Gabriel Souza (MDB) com 2%, e outros candidatos somam 1%. Eleitores indecisos ou que não souberam responder representam 74% desse cenário, enquanto votos brancos ou nulos somam 3%.
Simulações de segundo turno
A Quaest testou três cenários para um eventual segundo turno na disputa estadual, envolvendo Juliana Brizola, Luciano Zucco e Gabriel Souza:
- Cenário 1: Juliana Brizola (PDT) registra 36% contra 33% de Luciano Zucco (PL). Indecisos, não sabem ou não responderam somam 19%, e brancos ou nulos chegam a 12%;
- Cenário 2: Juliana Brizola (PDT) atinge 32% contra 24% de Gabriel Souza (MDB). Eleitores indecisos ou que não souberam responder somam 24%, e brancos ou nulos chegam a 20%;
- Cenário 3: Luciano Zucco (PL) registra 33% contra 22% de Gabriel Souza (MDB). Nesta simulação, eleitores indecisos ou que não souberam responder somam 23%, e brancos ou nulos chegam a 22%;
Rejeição e potencial de voto
A pesquisa mediu o nível de conhecimento e a rejeição de cada pré-candidato pelos eleitores gaúchos:
Continua depois da publicidade
- Juliana Brizola (PDT): Apresenta um potencial de voto ("conhece e poderia votar") de 31%, 33% de eleitores que afirmam não conhecê-la e rejeição ("conhece, mas não votaria de jeito nenhum") de 36%;
- Luciano Zucco (PL): Registra potencial de voto de 28%, com 53% que não o conhecem e 19% de rejeição;
- Gabriel Souza (MDB): Tem potencial de voto de 11%, 72% que não o conhecem e rejeição de 17%;
- Marcelo Maranata (PSDB): Registra potencial de voto de 5%, com 81% que não o conhecem e rejeição de 14%;
- Os candidatos Rejane de Oliveira (PSTU), Cesar Pontes (PCO) e Priscila Voigt (UP) registram níveis de desconhecimento superiores a 80%, com potenciais de voto de 4%, 3% e 2%, e rejeições de 8%, 11% e 5%, respectivamente.
Avaliação da gestão Eduardo Leite
O atual governador, Eduardo Leite (PSD), enfrenta um cenário de divisão no estado, com uma desaprovação numericamente superior à aprovação: 45% dos gaúchos desaprovam sua gestão, enquanto 42% aprovam (13% não souberam ou não responderam).
Sobre a avaliação da gestão, 44% a consideram regular, 26% positiva e 26% negativa (4% não responderam). Essa percepção se reflete no desejo de continuidade: 56% dos eleitores consideram que Eduardo Leite não merece eleger um sucessor, contra 33% que acham que o governador merece emplacar seu candidato.
- Em relação aos rumos do governo do estado, o sentimento de mudança predomina:
- 47% dos eleitores defendem mudar apenas o que não está bom;
- 35% consideram necessário mudar totalmente;
- Apenas 12% dizem que o novo governador deve continuar o trabalho que vem sendo feito;
- O percentual de eleitores que não soube ou não respondeu é de 6%.
Influência de Lula e Flávio
O alinhamento político nacional também foi mapeado pela pesquisa, revelando que a maior parte dos eleitores gaúchos prefere autonomia ou um alinhamento à direita:
Continua depois da publicidade
- 39% dos eleitores preferem que o governador eleito seja independente;
- 32% preferem um aliado de Flávio Bolsonaro;
- 25% preferem um aliado de Lula (4% não souberam ou não responderam).
O impacto do apoio dessas lideranças federais na decisão do voto é significativo:
- Apoio de Lula: Diminui a chance de votar em um candidato para 39% dos eleitores, enquanto 21% dizem que o apoio do presidente aumenta as chances de voto (para 38% não muda nada e 2% não responderam);
- Apoio de Flávio Bolsonaro: Aumenta a chance de votar no candidato para 27% dos eleitores, não muda nada para 40% e diminui a chance para 31% (2% não responderam).
Preocupações: saúde e enchentes no topo
A Quaest consultou a população sobre o principal problema do estado, evidenciando que a saúde e as consequências climáticas são as maiores preocupações dos gaúchos:
- Saúde e Enchentes empatam como os maiores problemas do estado, cada uma citada por 22% dos entrevistados;
- Na sequência aparecem Economia (10%), Violência (8%), Corrupção (6%), Infraestrutura (5%), Educação (5%) e Desemprego (4%);
- Pobreza e Desigualdade foram apontadas por 2% dos eleitores, enquanto outros temas somam 9%, nenhum totaliza 1% e 6% não souberam ou não responderam.
Dados técnicos
A pesquisa Quaest ouviu 900 eleitores de 16 anos ou mais entre os dias 20 e 23 de agosto. A margem de erro máxima estimada é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. O levantamento está oficialmente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RS-06875/2026
Fique por dentro das últimas
notícias
