Renan, Caiado e Cury discutiram educação durante debate; veja como foi
No 1º debate presidencial na Band, candidatos opõem propostas sobre gestão, método de ensino e saúde mental nas escolas
A Band realizou o primeiro debate presidencial das Eleições 2026, neste domingo (23), e Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante) discutiram questões sobre educação, contrapondo propostas e avaliando métodos de ensino.
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Caiado cita modelo de Goiás
Candidato do PSD, o ex-governador de Goiás defendeu uma política nacional de "responsabilidade educacional", inspirada na experiência do estado. Ele lembrou que alterou a Constituição estadual para amarrar parcerias com prefeitos, unificar a grade curricular e acompanhar o desempenho dos alunos desde o 1º ano até o ensino médio técnico.
Caiado afirmou que essa estratégia levou Goiás a concentrar sete das dez melhores escolas de ensino médio do país e destacou investimentos em laboratórios de física, química, biologia, informática e inteligência artificial, além de segurança e alimentação.
Ele citou parcerias com o Sistema S e a criação de laboratórios de IA, de um Centro de Excelência em IA e da primeira universidade de inteligência artificial do Brasil como modelo para o governo federal.
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Renan propõe punição por falhas na alfabetização
Renan Santos classificou a situação atual como "sabotagem ao ensino fundamental" e disse que muitas crianças saem da escola sem saber ler e escrever por abandono do método tradicional.
Para ele, o país deve retomar o método fônico de alfabetização, recuperar a autoridade do professor em sala e reequilibrar os gastos, que hoje, na visão do candidato, privilegiam universidades em detrimento do ensino básico.
Como solução de gestão, Renan propôs a criação de uma Lei de Responsabilidade Gerencial, que vincule repasses federais e estaduais ao cumprimento de metas básicas de alfabetização.
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Prefeitos que não atingirem os objetivos, segundo ele, ficariam proibidos de gastar com grandes shows e poderiam tornar-se inelegíveis em caso de reincidência.
Cury critica "caos cartesiano" e defende saúde mental
Já Augusto Cury afirmou que a educação brasileira vive um "caos cartesiano" e citou que, segundo seus dados, 95% dos jovens concluem o ensino médio sem dominar matemática básica.
Ele criticou o modelo que atribuiu ao Ministério da Educação, descrito como excessivamente racionalista, e disse que o professor se transformou em "expositor frio", incapaz de estimular o raciocínio e o debate de ideias.
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O candidato também alertou para o que chamou de "intoxicação digital" causada pelo excesso de telas e redes sociais, que, na avaliação dele, provoca dependência em crianças e adolescentes.
Cury defendeu reformular as diretrizes do MEC e treinar professores em inteligência socioemocional, para que atuem como "provocadores da arte de perguntar" e construam um "ecossistema emocional" que acolha alunos neurodivergentes e incentive empatia entre colegas.
Ao final do bloco, o tema evidenciou três caminhos distintos: um modelo de gestão gerencial com foco em infraestrutura e tecnologia, defendido por Caiado; uma combinação de método fônico e punição a gestores locais, proposta por Renan; e uma agenda centrada na saúde mental e no equilíbrio emocional das escolas, prioridade apresentada por Cury.
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Quando será o próximo debate eleitoral?
Serão três debates presidenciais antes do primeiro turno das Eleições 2026. Confira o cronograma:
- 14 de setembro: Debate organizado em formato de pool por um consórcio de veículos de imprensa que inclui CNN Brasil, SBT e revista VEJA.
- 27 de setembro: Encontro promovido pela Record.
- 1º de outubro: TV Globo encerra debates antes do primeiro turno, marcado para o dia 4 de outubro.
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