Renan chama Flávio para debate: "Se ele vencer, declaro apoio no 1º turno"
Candidato do Missão diz que retira a própria campanha se perder confronto direto com rival do PL

O candidato à Presidência da República Renan Santos, do partido Missão, desafiou nesta sexta-feira (2) Flávio Bolsonaro, do PL, a participar de um debate direto neste sábado (3) e afirmou que, caso seja derrotado no confronto, retirará sua candidatura e declarará apoio ao adversário ainda no primeiro turno.
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Segundo Renan, a proposta reage ao que ele classifica como uma campanha de migração de votos articulada pela candidatura do PL e a conversas sobre uma possível composição em troca de cargos em um eventual governo.
Desafio com retirada de candidatura
O candidato detalhou que o encontro poderia ocorrer em qualquer formato, local ou horário, e disse que o objetivo é confrontar propostas, sem foco em denúncias envolvendo o rival.
"O que eu proponho para o Flávio não é cargo, não é nada. Eu proponho um debate agora neste sábado, em qualquer lugar, em qualquer horário. No debate, eu não vou falar dos escândalos dele, só vou falar das propostas dele, que não existem, contra as minhas, que existem", afirmou Renan.
Renan explicou que condiciona a retirada da campanha ao resultado do debate e que não estabelece contrapartidas em caso de vitória.
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"Se o Flávio vencer, eu reconheço na hora, retiro oficialmente a minha candidatura e declaro apoio a ele ainda no primeiro turno. E se eu ganhar, o que eu exijo dele? Nada. Já que ele quer uma aliança à direita, cada candidato tem as suas exigências. Tem gente que quer cargo, eu quero debater ideias", declarou.
Críticas à ausência em debate de TV
Renan também comentou a decisão de Flávio Bolsonaro de não participar do debate da TV Globo, que seria realizado na quinta-feira (1º). O senador alegou que não compareceu por considerar inadequada a presença de um púlpito vazio reservado a Lula.
Para responder à justificativa, Renan disse estar disposto a adaptar o cenário para viabilizar o encontro direto.
"Já que ele alegou que não foi por conta de um púlpito vazio do Lula, eu levo um púlpito escrito 'Lula', até levo um boneco, e ele xinga o Lula à vontade. Está feito o desafio. Se a imprensa quiser organizar, eu travo a minha agenda só para isso", concluiu o candidato.
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