Eleições

Renan Santos cita segurança, educação e critica ausências de Flávio e Lula

No debate da Band, o candidato à Presidência da República pelo Missão falou sobre propostas nas áreas da segurança pública, educação e criticou a ausência de Flávio Bolsonaro e Lula, e a polarização no Brasil

6 min

23/08/2026 21:48 • Atualizado há 7 dias

O candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, falou sobre suas propostas nas áreas da segurança píblica, educação e à respeito da escala 6 x 1, durante o debate na sede do Grupo bandeirantes de Comunicação, em São Paulo, na noite deste domingo (23).

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O primeiro assunto abordado pelo candidato foi sobre segurança pública e apresentou três eixos prioritários voltados para o combate à criminalidade organizada no país.

Três eixos

A primeira diretriz anunciada por Renan prevê o uso do instrumento constitucional do Estado de Defesa aliado a operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) em localidades dominadas pelo narcotráfico. A medida, de acordo com o candidato, permitirá a atuação conjunta das Forças Armadas, das polícias militares e civis e da Polícia Federal para desarticular estruturas do crime organizado em áreas de risco.

Como segundo pilar, o representante do Missão propôs a construção de unidades prisionais de segurança máxima. O projeto prevê a abertura de 300 mil a 500 mil vagas no sistema penitenciário nacional.

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A terceira proposta apresentada foca a integração das políticas de segurança entre o governo federal e as unidades da federação. Renan Santos declarou que a União atuará de forma incisiva sobre governos estaduais que não adotarem medidas enérgicas de combate à criminalidade.

Educação

O candidato do partido Missão, Renan Santos, apresentou suas propostas para a educação e criticou a atual gestão do setor no Brasil. O candidato criticou o índice de analfabetismo funcional no país e defendeu mudanças profundas no ensino básico e na formação dos estudantes.

Há no Brasil uma sabotagem ao ensino fundamental. Crianças não estão sendo mais alfabetizadas com o método tradicional, com o método fônico. Dois, quando eu falo do professor, o professor perdeu a autoridade dentro da sala de aula. Um aluno vai e levanta a voz com o professor e o professor não dispõe de autoridade – Renan Santos

Renan Santos (Missão) também questionou os investimentos na área, apontando um desequilíbrio nos repasses orçamentários.

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Por mais que o Brasil gaste no ensino superior o que se gasta nas nações do OCDE, no ensino básico a gente gasta muito pouco. A gente está financiando universidades públicas caríssimas que não estão melhorando o nosso desempenho nos rankings internacionais. Isso é muito feio, isso é terrível. Mas isso é um projeto de nação – Renan Santos.

Escala 6 x 1

Renan Santos posicionou-se contra a proposta de fim da escala de trabalho 6x1. O postulante afirmou que a medida defendida pelo governo Lula (PT) não funcionará e acusou a gestão atual de enganar o eleitorado com promessas inviáveis.

O maior inimigo do trabalho disse que você vai trabalhar menos e vai ganhar mais. Este mesmo cara falou que você ia comer mais picanha. Esse mesmo cara, na maior tranquilidade, falou que ia taxar as blusinhas e os eletrônicos e você não ia pagar o preço. Você acredita? Quando a esmola é demais, o santo desconfia. Mas ele propôs isso. Muita gente acreditou – Renan Santos

O candidato também apelou aos eleitores para que não confiem em políticos que defendem o fim da jornada 6x1, apontando um cenário de crise econômica no país.

Não acredite nesses políticos que estão dizendo para você que você vai trabalhar menos e ganhar mais num país que até as Casas Bahia quebraram. Está todo mundo quebrando. Este é um cenário desesperador para o nosso país. Desesperador – Renan Santos.

Ausência de Lula e Flávio Bolsonaro

Renan Santos criticou a ausência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no confronto. Em sua fala, o candidato afirmou que o cenário político atual reflete um "jogo de cartas marcadas" e sustentou que existe um alinhamento de interesses entre a esquerda e a direita no país.

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Segundo o Renan Santos (Missão), a presença de Flávio Bolsonaro (PL) no pleito atende aos interesses da candidatura petista. Por fim, o candidato do Missão declarou que a polarização nacional serve de cobertura para irregularidades cometidas por ambos os lados do espectro político.

Tudo que o Flávio Bolsonaro quer é perder a eleição para o Lula, continuar mandando na direita, porque ele acha que a direita é um bordel que eles vão ficar cafetinando todo mundo. E o Lula sabe que tem esse cara fraco e ganha. Aí o Flávio não vai preso fazendo um acordo com o Lula, com o Xandão e com o Vorcaro lá em Brasília. Eles vão ficando ricos, você fica pobre, mas aí vai se encontrar no domingo no churrasco da família e todo mundo vai brigar, esquerda, direita. Gente, esquerda e direita estão roubando você junto. Não importa a mão, o que importa é o roubo, finaliza Renan Santos.

Considerações finais

O candidato à Presidência da República pelo partido Missão também relembrou sua atuação nas manifestações pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e defendeu um projeto de desenvolvimento para colocar o Brasil entre as cinco maiores potências mundiais.

Em seu pronunciamento de encerramento, o político afirmou que o país vivenciou um período de mobilização popular há dez anos, impulsionado pelo apoio de parcelas da sociedade à Operação Lava Jato.

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Ao apresentar suas diretrizes para a política externa e o desenvolvimento produtivo, o postulante afirmou que o Brasil tem capacidade geopolítica para negociar em pé de igualdade com potências como Estados Unidos, China, Rússia e Índia. Renan Santos destacou áreas estratégicas para a inserção econômica do país, apontando a exploração de terras raras, a inovação em tecnologia e o avanço da inteligência artificial como motores de transformação.

Chegada dos candidatos à sede da Band

Os candidatos à Presidência começaram a chegar na sede da Band a partir das 18h. Renan Santos (Missão) foi o primeiro, e fez críticas às ausências de Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL) e Romeu Zema (Novo). O postulante também exibiu fraldas com os nomes dos dois adversários.

O segundo candidato que chegou à emissora foi o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que também citou as ausências de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). “Infelizmente dois fujões não estão presentes”, disse Caiado.

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Augusto Cury (Avante) fez um protesto pela ausência dos candidatos, e anunciou que não participaria do evento. No fim, Cury voltou atrás em sua decisão e optou por participar do debate.

Quando será o próximo debate eleitoral?

Serão três debates presidenciais antes do primeiro turno das Eleições 2026. Confira o cronograma:

  • 14 de setembro: Debate organizado em formato de pool por um consórcio de veículos de imprensa que inclui CNN Brasil, SBT e revista VEJA.
  • 27 de setembro: Encontro promovido pela Record.
  • 1º de outubro: TV Globo encerra debates antes do primeiro turno, marcado para o dia 4 de outubro.
Renan Santos cita segurança, educação e critica ausências de Flávio e Lula