Republicanos volta atrás e confirma Cleitinho na disputa ao governo de MG
Legenda afirma ter reavaliado posição após pedido de desculpas do senador e apelo de candidatos estaduais da legenda; agora candidato havia deixado a disputa por 'problemas pessoais'
A corrida eleitoral em Minas Gerais ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (7). Três dias depois de dizer não, o Republicanos voltou atrás e confirmou o senador Cleitinho Azevedo como candidato ao governo do estado. A decisão foi confirmada em nota do partido.
Continua depois da publicidade
Segundo a legenda, a autorização foi dada depois de o senador ´"reconhecer os equívocos cometidos durante o processo, apresentar formalmente suas desculpas à direção nacional e estadual do partido, à população mineira e às forças políticas envolvidas na construção eleitoral". O parlamentar também assumiu o compromisso de levar a candidatura até o fim.
De acordo com a nota, o presidente do partido, deputado Marcos Pereira (SP), "manteve sua posição enquanto permaneceram as incertezas" e reavaliou a decisão "somente diante de fatos novos, compromissos objetivos e, sobretudo, dos reiterados apelos dos candidatos a deputado federal e estadual do Republicanos em Minas Gerais".
O anúncio põe em cena novamente o nome que liderava as pesquisas de intenção de voto para a sucessão estadual. Na mais recente Genial/Quaest, divulgada no último dia 28 , Cleitinho aparecia com 35% no principal cenário estimulado, à frente do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) e do deputado federal Patrus Ananias (PT). Em simulação de segundo turno, tinha 44% contra 29% de Kalil.
Continua depois da publicidade
Candidatura virou novela
A confirmação encerra um impasse que se arrastava há dias. A ausência do parlamentar da convenção estadual do Republicanos, no último dia 25 de julho, levou o partido a anunciar, no dia 29, que o senador estava fora da disputa. Segundo a direção partidária, a hesitação do senador afetou o planejamento da sigla nos últimos meses.
Cleitinho reagiu ao veto e reafirmou sua intenção de disputar o governo, justificando sua ausência na convenção partidária como uma necessidade de respeitar o luto pela morte do irmão. Matheus Azevedo, o irmão mais novo do senador, morreu em 18 de julho – uma semana antes da convenção do Republicanos.
Um dia antes da decisão do Republicanos, o agora candidato havia publicado um vídeo produzido com inteligência artificial junto ao pai, José Maria Azevedo, e ao irmão – ambos mortos. No diálogo, os parentes o incentivam a concorrer ao governo. José Maria morreu em 2024, vítima das complicações de um câncer na bexiga. Já Matheus estava em tratamento contra leucemia.
Continua depois da publicidade
Já na última segunda-feira (3), Cleitinho abriu mão da disputa pelo Palácio Tiradentes por “questões pessoais”. O senador disse que passava um momento pessoal difícil e que precisava se dedicar à recuperação e à família antes de assumir uma campanha.
Um dia depois, durante a convenção nacional do partido, em Brasília, Cleitinho pediu a palavra fora do cronograma para se desculpar e pedir uma nova chance, atribuindo a decisão do dia anterior a uma instabilidade espiritual. O pedido foi negado.
O partido vetou a candidatura citando a falta de estabilidade do parlamentar. "Não podemos submeter o partido a uma candidatura com tamanha instabilidade em que o Cleitinho um dia quer ser candidato, outro dia ele não quer ser candidato", declarou Pereira na ocasião.
Fique por dentro das últimas
notícias
