Schüler defende fim de voto obrigatório para qualificar disputa política
Analista aponta impacto da falta de candidatos a debates na decisão do eleitorado e discutem propostas de mudanças na legislação eleitoral
O debate entre os candidatos à Presidência da República e as estratégias adotadas pelas campanhas no período eleitoral pautaram as discussões no programa band Eleições desta segunda-feira (24). A análise do cientista político Fernando Schüler destacou as consequências da recusa ao confronto direto de ideias e avaliou medidas estruturais no sistema político brasileiro.
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Para Fernando Schüler, a postura de concorrentes que faltam aos encontros televisivos reflete uma tentativa de evitar o contraditório. O analista avalia que a única forma efetiva de coibir a ausência de candidatos é a reação do próprio eleitor no momento da votação.
Durante a análise, Fernando Schüler defendeu uma revisão ampla nas regras que regem as disputas no país. O cientista político sustenta que o formato atual do horário eleitoral obrigatório no rádio e na televisão induz as campanhas a uma zona de conforto artificial.
Para o comentarista, a estrutura tradicional da propaganda gratuita afasta o debate espontâneo e favorece peças publicitárias rígidas e robotizadas. Ele também propõe a extinção do fundo eleitoral bilionário financiado com recursos públicos, argumentando que os montantes transformaram as eleições em uma disputa centrada no marketing político.
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Outro ponto levantado por Fernando Schüler envolve o fim da obrigatoriedade do voto no Brasil. Na avaliação do analista, a adoção do voto facultativo ajudaria a politizar as eleições, atraindo para as urnas os cidadãos genuinamente engajados nas decisões da vida pública.
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