Eleições

Toffoli cita ‘ilicitudes’ e adia análise de candidatura de Renan Santos

Início do julgamento dos registros dos candidatos à Presidência está marcado para começar nesta segunda-feira (31) e ficará aberto para votação dos ministros do TSE até o dia 2 de setembro

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30/08/2026 16:40 • Atualizado há 1 dia

Toffoli cita ‘ilicitudes’ e adia análise de candidatura de Renan Santos

O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) retirou de pauta, neste domingo (30), a análise do pedido de registro de candidatura de Renan Santos (Missão) à presidência da República. Ele alegou “indícios de ilicitudes”.

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O início do julgamento dos registros dos candidatos à Presidência nas eleições de outubro está marcado para começar nesta segunda-feira (31) e ficará aberto para votação dos ministros do TSE até o dia 2 de setembro.

Segundo despacho do ministro da Corte Eleitoral, Renan Santos e seu vice na chapa, Aroldo Medina, informaram 18 perfis em redes sociais como complementação às informações do registro em 19 de agosto, apresentado em 7 de agosto.

"Constata-se que, em petições apresentadas em 19/8/2026, os candidatos componentes da chapa, Renan Antônio Ferreira dos Santos e Aroldo Medina informaram o total de 18 perfis em redes sociais, como complementação às informações do registro, enviado à Justiça Eleitoral em 7/8/2026. Tendo em vista haver, no registro dos candidatos, indícios de ilicitudes decorrentes do descumprimento aos arts. 57-B, IV e § 1º, da Lei nº 9.504/1997; 24, VIII, da Res.-TSE nº 23.609/2019; e 28, caput e § 1º-B da Res.-TSE nº 23.610/2019, determino a retirada do feito da pauta de julgamento”, escreveu Toffoli no despacho.

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Para terem os registros concedidos, os candidatos precisam apresentar documentos para comprovar que estão elegíveis e que não têm pendências com a Justiça Eleitoral.

Quem é Renan Santos

Pela primeira vez em um pleito eleitoral, o partido Missão tem como candidato à Presidência da República o empresário Renan Antônio Ferreira dos Santos, de 42 anos. A sigla, criada por ele, deriva do Movimento Brasil Livre (MBL), um dos principais defensores do impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, em 2016.

Renan Santos nasceu em São Paulo e é o atual e primeiro presidente do Missão, aprovado pelo TSE, em novembro de 2025. A sigla defende o liberalismo econômico e o incentivo ao empreendedorismo.

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Filho de advogado, o empresário chegou a cursar direito na Universidade de São Paulo (USP), mas não finalizou a graduação. Trabalhou com o pai na recuperação de empresas em situação de falência ou em dificuldade financeira. Além da atuação política, ele é vocalista e guitarrista de uma banda de rock.

Entre 2010 e 2015, Renan Santos foi filiado ao PSDB. Em 2018, coordenou a campanha de Kim Kataguiri (Missão-SP) para a Câmara dos Deputados e de Arthur do Val pelo Democratas para a Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Ambos foram eleitos. Em 2022, Arthur do Val teve o mandato cassado e foi considerado inelegível por oito anos.

*Com informações da Agência Brasil.

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