Zema declara apoio a Flávio e defende retirar 'intocáveis' de Brasília
Candidato do Novo à Presidência conquistou 0,27% dos votos no primeiro turno
Após somar apenas 0,27% dos votos para a Presidência no primeiro turno, Romeu Zema (Novo) declarou, na noite desta segunda-feira (5), seu apoio a Flávio Bolsonaro (PL), que disputará o segundo turno das eleições 2026 com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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Em seu pronunciamento, feito nas redes sociais, o ex-governador de Minas Gerais afirmou que o avanço da oposição no Congresso Nacional garante o quórum necessário para a abertura de processos de impeachment contra quem ele chamou de "intocáveis de Brasília".
Apesar de ele não dizer a quem se refere como intocáveis, Zema mostrou imagem de Lula com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino e Alexandre de Moraes.
Apoio a Flávio Bolsonaro e rejeição à neutralidade
Ao projetar a disputa do segundo turno, marcada para o dia 25 de outubro, Zema declarou voto oficial em Flávio Bolsonaro e descartou qualquer posição de neutralidade.
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Mas nós ainda temos uma grande batalha agora, dia 25: derrotar o Lula e o PT. Eu não vou me omitir, nem ficar em cima do muro nesse momento tão importante. Voto contra o PT, voto no Flávio Bolsonaro. --Romeu Zema
Ao justificar o alinhamento com a candidatura do PL, o político criticou a atual gestão federal e alertou para as indicações ao Poder Judiciário em um eventual novo mandato petista. "O Brasil não aguenta mais 4 anos de Lula, nem mais quatro ministros nomeados pelo Lula. Estamos juntos no dia 25. Conto com você", concluiu Zema.
Desempenho do Novo e panorama do 1.º turno
Durante a mensagem, o governador também comemorou a expansão do Partido Novo nas eleições proporcionais para a Câmara dos Deputados e para o Senado Federal. "O partido ao qual pertenço, o Partido Novo, avançou muito: elegeu 10 deputados federais e três senadores que vão estar lutando por um Brasil melhor", ressaltou.
O posicionamento ocorre após Zema somar 0,27% dos votos na corrida presidencial do primeiro turno. A disputa final foi confirmada com Flávio Bolsonaro liderando com 47,03%, seguido por Lula com 45,16%.
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No cenário do Congresso, o movimento se soma à consolidação do PL como a maior bancada do Senado, ocupando 28 das 81 cadeiras, feito considerado estratégico para pautar matérias conservadoras e pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
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