Eleições

Zema promete reajuste do salário mínimo e "gatilho" para aposentadoria

Candidato do Novo defende correção pela inflação e regras ligadas à expectativa de vida em sabatina do Grupo Globo

3 min

25/08/2026 12:22 • Atualizado há 4 dias

O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, reafirmou nesta terça-feira (25) que pretende aplicar a reposição inflacionária ao salário mínimo e defender critérios demográficos e técnicos para a destinação de recursos federais para saúde e educação, durante sabatina promovida pelo Grupo Globo.

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Reajuste do salário mínimo

Segundo Zema, o cálculo atual do piso nacional não muda para trabalhadores ativos, aposentados e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Ele afirmou que a correção acompanhará a inflação, garantindo a manutenção do poder de compra das faixas de renda mais baixas.

O ex-governador de Minas Gerais acrescentou que, “dependendo da situação financeira” do país, pretende autorizar aumentos reais, acima da inflação. Para o candidato, essa possibilidade está condicionada ao equilíbrio das contas públicas e ao crescimento da economia.

Critérios para saúde e educação

Na sabatina, Zema também respondeu sobre a desvinculação de receitas da União para saúde e educação e defendeu mudanças na forma de distribuição dos recursos. Para ele, o cálculo precisa considerar dados demográficos e características específicas de cada município.

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“Temos cidades compostas majoritariamente por jovens e temos cidades de aposentados, onde só há pessoas maduras e idosos”, declarou. Ele comparou o modelo atual a “uma roupa universal para todos os brasileiros”, que, conforme avalia, “vai ficar apertado demais para um e folgado demais para o outro”.

Aposentadoria vinculada à expectativa de vida

Romeu Zema também abordou a Previdência e disse que a idade mínima para aposentadoria deve variar conforme a expectativa de vida da população. Ele afirmou que pretende manter o sistema atual, mas quer acionar um gatilho automático sempre que houver mudança relevante nesses indicadores.

“Todo direito está adquirido. Quem recebe aposentadoria, vai continuar recebendo. A mudança é para quem estiver entrando no mercado de trabalho”, disse o candidato. Sem detalhar a proposta, ele afirmou que pretende aplicar um cálculo atuarial ao sistema, “para que, à medida que a expectativa de vida cresça, seja feita a devida correção”.

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Zema explicou que deseja estender o mesmo mecanismo à aposentadoria rural. Segundo ele, se nas próximas décadas houver aumento da expectativa de vida no campo, o benefício também passará por ajustes proporcionais.

Críticas ao gasto público e aos juros

Vestindo camiseta preta com a frase "Chega de bets", o ex-governador de Minas Gerais abriu a entrevista com defesa de um ajuste nas contas públicas e criticou o nível de despesas da União.

Segundo Zema, o elevado gasto público pressiona as taxas de juros, o que, na visão dele, alimenta o endividamento das famílias e o aumento de pedidos de recuperação judicial de grandes empresas.

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"Temos taxa de juros real a 8%, 9%, que é a maior do mundo. Isso está fazendo com que brasileiros fiquem cada vez mais endividados", afirmou o candidato, ao relacionar o custo do crédito ao consumo de bens duráveis.

Para ele, o fato de "oito a cada dez brasileiros" recorrerem ao financiamento para comprar moto, celular ou produtos de maior valor mostra o impacto das taxas elevadas: "Se juro está alto, significa prestações nas alturas", declarou.

"Especialista em fazer ajustes"

Zema disse se considerar "especialista em fazer ajustes" e avaliou que o país "nunca teve presidente que deu bom exemplo" na condução das contas públicas, reforçando sua defesa por uma reforma administrativa ampla.

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O candidato também abordou programas sociais, que classificou como "essenciais a serem mantidos", mas afirmou ver necessidade de aprimorar mecanismos de controle para enfrentar fraudes e desperdícios de recursos.

Segundo Zema, a combinação entre disciplina fiscal e preservação de políticas de proteção à população mais vulnerável é central em sua proposta econômica para o País.

Com informações do Estadão Conteúdo.

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