Imprensa internacional repercute fim da 6x1 e cita 'vitória política' de Lula
Redução da jornada de trabalho foi aprovada no Senado Federal na noite de quarta-feira (14) por 75 votos a 1
A imprensa internacional repercutiu a aprovação pelo Senado brasileiro da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada máxima de trabalho semanal de 44 para 40 horas. As publicações citaram a mudança de posicionamento do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e classificaram o resultado da votação da noite de quarta-feira (14) como "vitória política" do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
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O britânico Financial Times destacou a aprovação como o cumprimento de uma das principais promessas de Lula antes do segundo turno. O jornal apontou que a mudança aproxima o Brasil de países de renda mais alta, mas também registrou alertas de entidades empresariais sobre o aumento de custos em setores como comércio, limpeza, restauração, bares e hotéis.
Já o Guardian, também britânico, classificou a aprovação como uma "vitória" para o presidente da República e destacou a guinada de Flávio Bolsonaro, observando que o parlamentar passou meses opondo-se à mudança, mas recuou diante do amplo apoio popular à reforma.
Brasil reduz jornada de trabalho para 40 horas semanais em vitória para Lula antes do segundo turno (...) Bolsonaro, por outro lado, passou meses se opondo à mudança, mas mudou de posição na terça-feira, dizendo que 'a maioria dos trabalhadores brasileiros' a apoiava. --The Guardian
A agência Associated Press (AP) classificou a votação como uma "grande vitória para Lula", assim como o espanhol El País, que também enfatizou que dezenas de milhões de trabalhadores no Brasil passam a ter garantido um segundo dia de descanso semanal remunerado.
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Na mesma linha, a agência Reuters caracterizou a aprovação como a maior reformulação dos direitos trabalhistas brasileiros em décadas, sublinhando que a medida beneficia mais de 37 milhões de trabalhadores formais e registrando o apoio recebido de parlamentares de todo o espectro político.
A popular reforma trabalhista recebeu o apoio de parlamentares de todo o espectro político brasileiro nas duas votações exigidas, inclusive do senador de direita Flávio Bolsonaro, adversário de Lula no segundo turno, que antes se opunha à medida. --Reuters Com Estadão Conteúdo
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