Justiça dos EUA diz que registro usado para prender Filipe Martins é falso
Juiz federal americano determina envio de relatórios e apura como dado fraudulento sobre suposta viagem entrou no sistema de imigração
A justiça americana disse que o documento usado pelo supremo para prender um ex-assessor de Jair Bolsonaro é falso. O juiz determinou que o serviço de imigração dos Estados Unidos entregue os registros da suposta entrada de Filipe Martins nos EUA no final de 2022. A informação é do jornal Folha de São Paulo.
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O juiz Gregory Presnell concluiu que o documento, usado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribual Federal (STF), para mandar prender o ex-assessor de Jair Bolsonaro, é fraudulento. A decisão de Moraes foi tomada em 2024, com base na informação de que Martins teria entrado nos Estados Unidos ao lado do ex-presidente Bolsonaro.
O ministro concluiu que a intenção dele seria fugir do Brasil depois do envolvimento apontado nos crimes do 8 de janeiro. A defesa de Martins sempre negou a viagem. Ele ficou preso por quase seis meses.
A Procuradoria-geral da República (PGR), que tinha pedido a prisão dele, depois defendeu a soltura, que foi negada num primeiro momento por Alexandre de Moraes. Em outubro do ano passado, o serviço migratório americano admitiu que Martins não passou pela alfândega na data registrada.
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O Supremo e o ministro Alexandre de Moraes ainda não se manifestaram. No ano passado, o ex-assessor foi condenado a 21 anos de prisão por tentativa de golpe. Ele cumpre pena em um presídio no Paraná.
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