Política

Lula lamenta morte de Laura Cardoso: ‘Estará sempre na memória de gerações’

Presidente lembrou que laureou a artista com a Ordem do Mérito Cultural e, depois, a promoveu ao grau de Grã-Cruz do Mérito Cultural

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18/08/2026 13:12 • Atualizado há 13 dias

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, usou as redes sociais nesta terça-feira (18) para lamentar a morte da atriz Laura Cardoso, um dos grandes nomes da dramaturgia brasileira.

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A artista morreu na noite desta segunda-feira (17), aos 98 anos, em São Paulo. Segundo o bisneto da atriz, Fernando Faria declarou que Laura Cardoso morreu em casa por causas naturais.

“Com seu enorme talento, Laura Cardoso ajudou a construir o nosso teatro e a nossa televisão. Sua imagem estará sempre na memória de gerações que se acostumaram com sua presença nas dezenas de novelas que embalaram as noites das famílias brasileiras”, escreveu Lula.

“Tive a honra de apreciá-la com a Ordem do Mérito Cultural em 2007, e depois, em 2025, promovê-la ao grau de Grã-Cruz do Mérito Cultural, reconhecendo oficialmente a importância dessa grande atriz para a cultura brasileira. A todos os seus familiares, amigos e colegas, deixo um caloroso abraço”, finalizou.

Relembre a carreira de Laura Cardoso

Nascida Laurinda de Jesus Balleroni, Laura Cardoso foi conhecida como dama da dramaturgia brasileira e pioneira da televisão. A artista começou a atuar ainda aos 15 anos, em radionovelas. Na televisão, estreou em 1952, com 25 anos, na TV Tupi.

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Na emissora, atuou em teleteatro, uma versão um pouco diferente das novelas que conhecemos, apenas com adaptação de peças para a TV. Depois, ela entrou de vez no mundo das telenovelas, com a obra "Tribunal do Coração". Entre os anos 50 e 60, ainda atuou em outros programas, como o "TV de Vanguarda", "TV de Comédia" e "O Grande Teatro Tupi".

Após a passagem estrelada na TV Tupi, trabalhou na Band. Ela foi uma das protagonistas de "Os Miseráveis", escrita por Walther Negrão, em 1967. NA volta para a Tupi, ela esteve no elenco da primeira novela bíblica brasileira, "O Rouxinol de Galiléia", como Maria, mãe de Jesus Cristo.

Laura ainda passou pela Record onde atuou como "A Última Testemunha" e em "Algemas de Ouro". Nos anos 70, Laura Cardoso se tornou figura frequente nas novelas, trabalhando em pelo menos 10 novelas e ganhando o APCA de Melhor Atriz de Televisão em "Os Apóstolos de Judas".

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Além de pioneira, foi recordista: trabalhou em mais de 60 novelas, sendo "A Dona do Pedaço" a última da carreira, em 2019. Mas para além da TV, a atriz também foi um grande nome do teatro: ela atuou entre 1944 e 2023 em diversas peças, tendo até se afastado da TV para se dedicar à arte.

Entre 1981 e 1983, atuou em "Brilhante", na TV Globo e nas novelas "Ninho da Serpente" e "Renúncia", na tela da Band. Ao retornar para a emissora do Rio de Janeiro, a atriz ganhou personagens que marcaram a memória dos brasileiros apaixonados por novelas.

Ela esteve em obras como "Fera Radical", "Rainha da Sucata", "Felicidade" e "Mulheres de Areia", onde foi Isaura, a mãe de Ruth e Raquel. Nos anos 90, Laura se consagrou em "A Viagem", de Ivani Ribeiro, atuando como Guiomar, mulher atormentada por Alexandre (Guilherme Fontes).

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Entre 2000 e 2010, se fincou como uma das damas da teledramaturgia brasileira. Ao longo das décadas, colecionou indicações e prêmios pelas atuações na TV, teatro e cinema. Foram cinco troféus APCA, prêmio Oscarito, do Festival de Gramado pela contribuição ao cinema nacional e em 2006 foi laureada pelo preisdente Luiz Inácio Lula da Silva com a Ordem do Mérito Cultural.

Incansável, Laura trabalhou até os 97 anos. O último papel de Laura Cardoso foi no curta-metragem “Dona Rosinha”, filme sobre abandono de idosos que também é estrelado por Bianca Comparato.

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