Ministros definem ambiente no Supremo como "irrespirável" após crise
Presidente do STF exige explicações de órgãos de segurança
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin, prometeu uma resposta firme, proporcional e rigorosa diante da crise institucional instaurada no tribunal. Nesta semana, durante uma cerimônia no Palácio do Planalto, o magistrado afirmou que nenhuma autoridade está acima da Constituição. Ministros definiram o ambiente atual do Supremo como "irrespirável" após a crise.
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Fachin estabeleceu o prazo de cinco dias úteis para que a Procuradoria-Geral da República (PGR), a Polícia Federal e os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes se manifestem sobre as ações recentes tomadas no âmbito da corte. A decisão ocorre após o agravamento do clima no tribunal, intensificado depois que André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que apontava proximidade entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.
Diante do cenário, Alexandre de Moraes apontou abuso de poder por parte de Mendonça e pediu a abertura de uma investigação contra o colega de Corte. O presidente do STF determinou a remoção do pedido de investigação contra Mendonça do inquérito das fake news e ressaltou que qualquer deliberação só ocorrerá após o recebimento completo de todo o material requisitado.
O envolvimento de operadores financeiros
A crise ganhou novos desdobramentos com informações apontando que o empresário Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como o mineiro, atuava como operador do esquema do banqueiro Daniel Vorcaro. De acordo com as investigações, o operador recebia valores de Vorcaro, convertia em dinheiro vivo e realizava a distribuição em malas.
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A apuração indica que o formato de pagamento em espécie pode ter sido utilizado para quitar recursos aplicados na produção do filme Dark Horse, que aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O mineiro fechou uma delação premiada com a Procuradoria-Geral da República e detalhou a rota do dinheiro até o fundo administrado por um advogado ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro. O gabinete do ministro André Mendonça, relator do caso, ouvirá o empresário na próxima terça-feira.
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