Moraes nega pedido de Bolsonaro para passar Dia dos Pais com os filhos
No documento, o ministro citou uma decisão anterior, em que ‘salvo as visitas permanentes médicas, fisioterapêuticas e dos advogados, as demais visitas estão suspensas pelo prazo de 30 dias’

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido da defesa de Jair Bolsonaro (PL) para que o ex-presidente passe o Dia dos Pais, neste domingo (9), com os filhos.
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No documento, o ministro da Suprema Corte citou uma decisão anterior, em que “salvo as visitas permanentes médicas, fisioterapêuticas e dos advogados, as demais visitas estão suspensas pelo prazo de 30 (trinta) dias”.
Em relação às visitas do seu filho mais velho e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), as visitas foram suspensas por 90 dias, com o prazo tendo iniciado em 13 de julho.
Suspensão de visitas
A suspensão das visitas de Flávio foi determinada por Moraes após ele ter lido, durante uma transmissão ao vivo, no dia 11 de julho, uma carta escrita pelo pai. Na ocasião, Bolsonaro indicava o filho como seu "porta-voz" e pedia união para as eleições de 2026. O ministro do STF interpretou o ato como um desrespeito à proibição do uso de redes sociais, que é uma das condições impostas na sua prisão domiciliar humanitária.
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Na decisão que proibiu as visitas, Moraes afirmou que Flávio utilizou o encontro para divulgar um pronunciamento do pai, o que é vedado pela Justiça pelos termos da prisão domiciliar concedida ao ex-presidente, e mencionou que o senador é reincidente no descumprimento de medidas judiciais.
Por conta disso, a defesa do ex-presidente encaminhou nesta semana um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, solicitando uma autorização para um “encontro excepcional” com seus filhos. O requerimento argumenta que o pedido possui caráter "estritamente humanitário e familiar", visando preservar os vínculos e a convivência entre pai e filhos.
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