MPT registra quase 800 denúncias de assédio eleitoral em nove meses
São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro somam 271 registros; país teve 782 denúncias nos primeiros nove meses de 2026

Três maiores colégios eleitorais do país, os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro também lideram a lista de unidades federativas com a maior quantidade de denúncias de assédio eleitoral feitas ao Ministério Público do Trabalho em 2026.
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Em todo o Brasil, foram feitos 782 registros nos primeiros nove meses do ano. Destes, 105 aconteceram em São Paulo, 85 em Minas Gerais e 81 no Rio de Janeiro.
Podem caracterizar assédio eleitoral as práticas de pressionar funcionários a votar ou não votar em determinado candidato, ameaçar demissão, oferecer vantagens ou benefícios em troca do voto ou criar constrangimentos no ambiente de trabalho.
Nessas situações, a advogada e integrante da Academia Brasileira de Direito do Trabalho, Carolina Tupinambá, explica como os trabalhadores devem agir.
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Dados do Ministério Público do Trabalho apontam que o número de registros vem apresentando alta mensalmente desde abril, mas começou a se intensificar em agosto, quando foram 135.
Em setembro, aconteceu o ápice das denúncias até aqui: 518. O número é mais de sete vezes maior do que o registrado no mesmo mês de 2022, quando aconteceram as últimas eleições gerais. Naquela ocasião, foram 68 denúncias em setembro, mas o número explodiu em outubro, quando foram registradas 2.639 queixas de assédio eleitoral em todo o Brasil, em um cenário político bastante polarizado.
Na análise por regiões, observando os dados de 2026, o Sudeste lidera a lista de denúncias recebidas de janeiro a setembro de 2026, com 286 casos. Em seguida, aparecem o Nordeste, com 185, Centro-Oeste, com 118, Sul, com 114, e Norte, com 79 registros.
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