Nunes sobre moto por app: "Não há condições de carregar uma vida na garupa"
Nunes afirma que, com base em estudos, a medida seria uma "temeridade" para a vida dos passageiros e ainda teria efeitos no serviço de saúde
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou nesta quarta-feira (22), em entrevista à BandNews TV que irá recorrer da decisão da Justiça que autorizou a operação do serviço de moto por aplicativo da Uber no município. Nunes afirma que, com base em estudos, a medida seria uma "temeridade" para a vida dos passageiros e ainda teria efeitos no serviço de saúde.
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"O transporte de motos na cidade de SP é muito perigoso. Nós estamos falando hoje de uma cultura que as pessoas praticamente pilotam sozinhas. Imagine você colocar alguém na garupa. Inclusive, os estudos demonstram que quando você tem alguém na garupa, a moto fica com menos estabilidade. Nós vamos recorrer e com uma expectativa enorme para salvar vidas que a gente possa reverter essa situação", disse Nunes.
"Na cidade de SP nós não temos condições de ter o transporte de passageiro em moto. Você carregar uma pizza, um produto, uma garupa, é uma situação. Você carregar uma vida na garupa, com esse número de acidentes, é muito preocupante. Seria uma irresponsabilidade autorizar esse tipo de serviço aqui sem ter um regramento de muita segurança", completou.
O prefeito citou os números de acidentes envolvendo motos para comprovar a sua defesa. Segundo Nunes, 7 milhões de veículos e 1 milhão e 400 mil motos circulam todos os dias pela cidade. Em 2025, 475 óbitos foram registrados em acidentes de motos. "A gente tem uma situação enorme de pessoas acidentadas, que ficam paraplégicas, que ficam amputadas, que ficam sem poder trabalhar. Como é que fica essa família com aquela pessoa sem poder trabalhar? Como é que leva o ganha-compra a casa?".
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Nunes ainda destacou os impactos que a liberação do serviço teria no sistema de saúde. "Neste momento, estou com 82% dos meus leitos hospitalares ocupados. Então, todos esses casos de acidente, isso acaba pegando o serviço de saúde, isso acaba gerando um custo muito alto para a sociedade, porque o que a prefeitura gasta é proveniente dos impostos das pessoas. A gente precisa entender que às vezes uma necessidade de levar o seu ganha-pão para casa, a pessoa acaba entrando nesse processo de transportar pessoas, mas a gente não pode pode deixar de ver essa questão da segurança. Nós estamos falando de algo absolutamente concreto de risco".
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