Política

Partidos têm até hoje para explicar distribuição de emendas parlamentares

Ministro Flávio Dino, do STF, busca entender se legendas têm participação na destinação de benefícios

2 min

19/08/2026 05:00 • Atualizado há 13 dias

Partidos têm até hoje para explicar distribuição de emendas parlamentares

Termina nesta quarta-feira (19) o prazo para que partidos políticos com representação no Congresso prestem contas ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a gestão de emendas parlamentares. A determinação do ministro Flávio Dino busca esclarecer se as cúpulas partidárias exercem influência efetiva na definição e execução desses recursos, o que poderia comprometer a transparência e a rastreabilidade do orçamento.

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A medida foi motivada por declarações de Valdemar Costa Neto, presidente do PL, que afirmou que dirigentes partidários participam da indicação de emendas, prática que também seria adotada por outros presidentes de legendas. Embora o dirigente tenha posteriormente recuado, alegando que sua fala foi uma "expressão coloquial" para se referir a sugestões de políticas públicas, o ministro Dino considerou a afirmação grave.

Ao todo, 21 legendas foram intimadas a detalhar seus procedimentos internos. Entre os pontos que devem ser esclarecidos estão:

  • Se os presidentes das siglas possuem cotas ou reservas de emendas;
  • Quem são as autoridades responsáveis por deliberar sobre a utilização desses recursos;
  • Qual o fundamento jurídico e os instrumentos formais (como atas ou normas) que embasam tais práticas.

A investigação ocorre em um contexto de maior rigor da Corte sobre o chamado "orçamento secreto", visando identificar os responsáveis reais pelas indicações orçamentárias. Recentemente, Dino também determinou o bloqueio de bens de Valdemar Costa Neto e do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (Republicanos) por supostos esquemas envolvendo emendas.

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Respostas iniciais

Até o último domingo (16), pelo menos 16 dos 21 partidos já haviam encaminhado suas manifestações ao STF. A posição predominante entre as siglas que já responderam é de que não existem cotas próprias para os presidentes, defendendo que a prerrogativa de indicação de emendas cabe exclusivamente aos parlamentares, conforme prevê a legislação.

Com o encerramento do prazo nesta quarta-feira, o STF deverá analisar o conjunto das informações para decidir sobre eventuais providências necessárias para garantir que o destino das verbas públicas seja plenamente rastreável e transparente.

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