Saúde

Agosto Dourado: Como a saúde mental da mãe impacta a amamentação

Ansiedade, insegurança, cansaço e dificuldades durante as mamadas podem afetar o bem-estar da mãe e a experiência com a amamentação

2 min

20/08/2026 06:42 • Atualizado há 12 dias

Agosto Dourado: Como a saúde mental da mãe impacta a amamentação

O início da amamentação envolve mudanças físicas, hormonais e emocionais que podem afetar a saúde mental da mãe. Ansiedade, insegurança, cansaço e dificuldades com as mamadas podem tornar a adaptação mais difícil e influenciar a forma como a mulher vivencia esse período.

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Giorgia Ocinschi, psicóloga hospitalar da Rede de Hospitais São Camilo, explica que o estado emocional da mulher também interfere na experiência com a amamentação. “A saúde emocional da mãe interfere diretamente em como ela vive o início da amamentação”, afirma.

Durante o puerpério, alterações hormonais, cansaço e a adaptação à nova rotina podem deixar a mulher mais vulnerável emocionalmente. Nas primeiras semanas, também pode ocorrer o chamado baby blues, marcado por oscilações de humor que costumam melhorar com o tempo. Quando o sofrimento persiste ou interfere na rotina, é importante buscar avaliação profissional.

Quando está ansiosa ou muito estressada, a mulher pode ter mais dificuldade para relaxar durante a mamada. O estresse também.pode interferir nos hormônios envolvidos na descida do leite.

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Amamentação também envolve saúde emocional

Dor, fissuras nos mamilos e pega incorreta estão entre as dificuldades que podem transformar a amamentação em uma fonte de sofrimento. Uma mamada dolorosa pode provocar ansiedade, tristeza e culpa, além da sensação de que a mãe não está conseguindo alimentar o filho como gostaria.

“É essencial oferecer acolhimento técnico e emocional”, afirma Ocinschi. Orientações sobre pega e posições podem ajudar a resolver as dificuldades, enquanto o espaço para falar sobre os sentimentos permite que a mulher seja ouvida durante esse processo.

A pressão para amamentar exclusivamente e cumprir todas as expectativas relacionadas à maternidade também pode aumentar a autocobrança. “Ser boa mãe não significa dar conta de tudo perfeitamente”, destaca a psicóloga.

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Rede de apoio faz diferença

Família e amigos podem ajudar a reduzir a sobrecarga com atitudes simples, como dividir tarefas domésticas, preparar refeições e proporcionar momentos de descanso. A forma de conversar com a mãe também é importante.

“Perguntar ‘Como você está se sentindo?’ e ouvir com empatia sem dar conselhos indesejados faz a mulher se sentir acolhida”, explica Ocinschi.

Reconhecer os limites da mãe e oferecer suporte diante das dificuldades também faz parte do cuidado com a saúde mental durante a amamentação. Quando necessário, o acompanhamento profissional pode ajudar nesse processo.

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