Asfixia no parto: Estudo revela que três bebês sofrem o problema a cada hora no Brasil
A cada hora, de dois a três bebês sofrem de asfixia perinatal no país, índice que consolida a condição como a principal causa de paralisia cerebral no

A cada hora, de dois a três bebês sofrem de asfixia perinatal no país, índice que consolida a condição como a principal causa de paralisia cerebral no território nacional. O dado alarmante integra as informações sobre a campanha nacional Setembro Verde Esperança, liderada pelo Instituto Salvando Futuros com o suporte técnico e científico da PBSF, que busca alertar a sociedade para a urgência do diagnóstico precoce.
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O desafio central para evitar sequelas permanentes reside na rigidez temporal: os recém-nascidos dispõem de uma janela de apenas seis horas de vida para iniciar a hipotermia terapêutica, protocolo que resfria o corpo a 33,5°C por 72 horas para bloquear danos cerebrais severos.
Inovação tecnológica e economia no SUS
Pioneira no conceito de UTI neonatal neurológica digital, a PBSF integra inteligência artificial a uma central de vigilância com médicos plantonistas 24 horas. Na capital paulista, a tecnologia implantada em maio de 2023 em sete maternidades da rede municipal já ultrapassou a marca de 2.000 recém-nascidos beneficiados.
O monitoramento contínuo revelou-se determinante ao identificar crises convulsivas silenciosas, episódios que não apresentam manifestações físicas evidentes no corpo do bebê, em 85% dos casos na rede municipal. Além de elevar a precisão clínica, a otimização do tempo de internação reduziu a permanência hospitalar em cerca de 10 dias por paciente ao ano, projetando uma economia de quase R$ 20 milhões para a saúde pública de São Paulo.
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"Detectar alterações cerebrais com maior agilidade e precisão permite intervenções mais eficazes e melhores desfechos neurológicos. Nossa missão é reduzir a zero o número de crianças com deficiências evitáveis no mundo", afirma o doutor Gabriel Variane, neonatologista e presidente da PBSF.
História real: O impacto na ponta
A eficácia do protocolo é ilustrada por casos atendidos na rede pública. Na Zona Leste de São Paulo, uma recém-nascida com asfixia perinatal grave, acolhida no Hospital Municipal Tide Setúbal, foi submetida imediatamente à hipotermia terapêutica e ao monitoramento contínuo de três dias.
O sistema diagnosticou crises epilépticas ocultas que receberam tratamento célere, permitindo a alta hospitalar da bebê com apenas 11 dias de vida e sem sequelas aparentes.
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