Cirurgião plástico vira réu por permitir que estudantes operassem pacientes
Leandro Fuchs responde por estelionato, falsidade ideológica e injúria racial; médico teve o registro profissional suspenso pela Justiça
O cirurgião plástico Leandro Fuchs virou réu na Justiça do Rio Grande do Sul por crimes cometidos contra sete pacientes. Ele é acusado de permitir que estudantes de Medicina e médicos residentes realizassem procedimentos cirúrgicos no seu lugar, sem autorização, além de ter cobrado por valores de intervenções que já haviam sido pagas por planos de saúde.
Continua depois da publicidade
O médico responderá por quatro crimes, incluindo estelionato e falsidade ideológica. As intervenções que deram origem ao processo ocorreram em um hospital de Porto Alegre. Além dessa ação penal, a Polícia Civil gaúcha investiga o profissional em quase 100 inquéritos instaurados nos últimos dois anos por queixas semelhantes.
Denúncias de mutilações e cicatrizes
Diversas mulheres relatam experiências traumáticas após realizar procedimentos com o cirurgião. As denúncias reúnem depoimentos de pacientes que buscavam intervenções estéticas com um profissional renomado, mas acabaram ficando com sequelas e marcas permanentes.
Entre os relatos, vítimas afirmam ter ficado com cicatrizes profundas e assimetrias graves após as operações, além de sofrerem abalo psicológico e limitações na rotina.
Continua depois da publicidade
Suspensão de registro e injúria racial
Durante as investigações, também pesou contra o cirurgião a acusação de injúria racial cometida contra uma das vítimas.
Por determinação judicial, Leandro Fuchs teve o registro médico suspenso e está impedido de exercer a profissão enquanto responde ao processo em liberdade. Em nota, a defesa do cirurgião informou que demonstrará a inocência do médico ao longo da instrução processual.
Fique por dentro das últimas
notícias
