Saúde

El Niño e hipertensão: como os extremos climáticos afetam a saúde cardíaca?

Enchentes, secas e outros eventos climáticos extremos podem gerar estresse e ansiedade e alterar a pressão arterial

2 min

29/08/2026 15:01 • Atualizado há 2 dias

El Niño e hipertensão: como os extremos climáticos afetam a saúde cardíaca?

Apontado pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) como um dos episódios mais intensos desde 1950, o El Niño traz consigo ondas de calor, secas prolongadas e chuvas extremas. Esse cenário exige atenção redobrada das pessoas hipertensas, uma vez que as variações climáticas drásticas impactam diretamente o sistema cardiovascular e dificultam o controle da pressão arterial.

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No Brasil, onde cerca de 30% da população convive com a hipertensão segundo o Ministério da Saúde, o alerta é urgente. O médico Rogério Okawa, diretor científico do Departamento de Hipertensão Arterial da Sociedade Brasileira de Cardiologia (DHA/SBC), explica que tanto o frio intenso quanto o calor excessivo forçam o organismo a adotar mecanismos de adaptação que sobrecarregam o coração.

“Enchentes, secas e outros eventos climáticos extremos podem gerar estresse e ansiedade. Quando essa tensão se torna frequente, pode contribuir para oscilações da pressão arterial, o que exige atenção especial de quem já tem hipertensão”, destaca o cardiologista.

Cuidados essenciais para cada condição climática

Para ajudar a população a enfrentar as oscilações do tempo com mais segurança, o especialista detalha os principais impactos de cada cenário e as medidas preventivas recomendadas:

Calor excessivo: Em dias muito quentes, o corpo perde mais líquidos, o que pode provocar oscilações na pressão, tontura, mal-estar e palpitações. O ideal é não esperar sentir sede para beber água, evitar a exposição prolongada ao sol, buscar ambientes frescos e manter rigorosamente o acompanhamento médico e o tratamento.

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Frio intenso: Com a queda nas temperaturas, os vasos sanguíneos se contraem para preservar o calor corporal, forçando o coração a bombear o sangue com mais intensidade e elevando a pressão arterial. Medidas simples, como manter o corpo bem aquecido (especialmente as extremidades, como mãos e pés), ajudam a proteger o sistema circulatório.

Estresse e ansiedade: Situações de tensão desencadeiam a liberação de adrenalina e cortisol, hormônios que aceleram os batimentos cardíacos e contraem os vasos. Para neutralizar esses efeitos, o especialista recomenda criar pausas ao longo do dia, praticar exercícios de respiração, fazer caminhadas, priorizar o sono e dedicar tempo a atividades prazerosas.

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