EUA têm 5ª morte por sarampo em 2026 e vivem pior surto em 35 anos
As autoridades de saúde do Estado da Pensilvânia, no leste dos Estados Unidos, confirmaram nesta quinta-feira (1º) a quinta morte por sarampo registrada no

As autoridades de saúde do Estado da Pensilvânia, no leste dos Estados Unidos, confirmaram nesta quinta-feira (1º) a quinta morte por sarampo registrada no país em 2026. A vítima, que não havia sido vacinada contra o vírus, residia no Condado de Lancaster — região conhecida por abrigar uma expressiva comunidade Amish, grupo que apresenta taxas de imunização historicamente inferiores às da população em geral.
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O novo óbito consolida o avanço do maior surto da doença em 35 anos em solo norte-americano. Considerado oficialmente erradicado nos Estados Unidos no ano 2000 graças à ampla cobertura vacinal, o sarampo voltou a se alastrar com força devido à queda nos índices de imunização e ao aumento da desconfiança nas autoridades sanitárias.
Críticos e especialistas atribuem o cenário à atuação do Secretário de Saúde do governo Donald Trump, Robert F. Kennedy Jr. Conhecido pelo ceticismo em relação aos imunizantes, o Secretário tem disseminado informações falsas sobre a vacina contra o sarampo, minimizado a gravidade da enfermidade e questionado publicamente a causa das mortes decorrentes do vírus.
Escala do surto e perfil das vítimas na Pensilvânia
Desde o mês de agosto, órgãos de saúde da Pensilvânia relataram quatro outros óbitos associados a complicações da doença: dois bebês que ainda não tinham idade suficiente para receber a dose, um jovem de 18 anos e uma mulher de 40 anos, conforme dados confirmados por médicos legistas.
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Desde o início de 2026, os Estados Unidos contabilizam mais de 3.650 casos confirmados de sarampo — marca que supera em grande escala o recorde do ano passado, quando foram registradas 2.200 infecções e três mortes. O estado da Pensilvânia concentra o epicentro da crise atual, somando sozinho mais de 900 registros, volume não observado na região desde 1991.
Sintomas e riscos de internação
Doença infectocontagiosa de alta transmissibilidade, o sarampo manifesta-se por meio de febre alta, sintomas respiratórios e erupções cutâneas na pele. O vírus também pode evoluir para quadros graves, como pneumonia e inflamação cerebral (encefalite), capazes de provocar sequelas permanentes ou levar ao óbito.
Embora a maioria dos episódios seja leve, estimativas apontam que aproximadamente uma a cada cinco pessoas não vacinadas que contraem a doença nos Estados Unidos necessita de internação hospitalar. Antes da criação e distribuição da vacina na década de 1960, o sarampo vitimava centenas de crianças anualmente no país.
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Com Estadão Conteúdos
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