Prefeitura cria grupo para estruturar segurança em corridas de rua em SP
Medida publicada no Diário Oficial define prazo de até 20 dias para a elaboração de novas regras de atendimento médico e fiscalização de eventos esportivos na capital.
Diante do crescimento vertiginoso do número de corridas de rua e do recente registro de emergências médicas com participantes, a Prefeitura de São Paulo oficializou a criação de um grupo de trabalho dedicado a estruturar um protocolo de segurança em saúde para as corridas de rua.
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A portaria foi publicada na edição do Diário Oficial do município nesta quarta-feira (29).
Principais diretrizes do grupo de trabalho
Objetivo Central: Padronizar parâmetros mínimos de segurança, requisitos de atendimento médico de emergência e suporte pré-hospitalar durante as provas realizadas em vias públicas.
Coordenação: Os trabalhos serão conduzidos pelo secretário-adjunto de Saúde da capital, Maurício Serpa, sob diretrizes alinhadas com a gestão do prefeito Ricardo Nunes.
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Participação Ampla: O colegiado contará com a integração de órgãos públicos, entidades privadas, organizadores de eventos esportivos e especialistas do setor para debater as exigências operacionais.
Fluxo de Fiscalização: Além da assistência médica, o grupo tem a atribuição de propor fluxos mais claros de acompanhamento e fiscalização por parte dos órgãos municipais responsáveis pela autorização e licenciamento das provas.
Prazos e Próximos Passos
Com a publicação oficial, a prefeitura estabeleceu o prazo de três dias para definir formalmente os nomes dos membros participantes. A partir da instalação oficial, o grupo terá até 20 dias para concluir e apresentar o protocolo definitivo de segurança e atendimento de emergência para o circuito de corridas de rua da cidade.
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Morte de corredor em SP
O grupo de trabalho foi criado dias após a morte do publicitário Julio Barreto, de 50 anos, que passou mal ao término da SP City Marathon, realizada no último domingo (26). Experiente no esporte, Júlio era ex-ciclista e praticava corridas e trilhas em montanhas desde 2021, completando a distância de 21 km na prova.
De acordo com o boletim de ocorrência, Julio concluiu a prova normalmente e, na área de chegada, relatou dores no braço. Enquanto se dirigia a uma ambulância disponibilizada pela organização do evento, sofreu um mal súbito e caiu. Relatos de alguns participantes apontam para a falta de um equipamento chamado DEA (Desfibrilador Externo Automático) na ambulância que chegou para o primeiro atendimento. A Iguana, organizadora do evento, reiterou que Julio foi prontamente atendido pela equipe médica do evento ainda no local e foi atendido com suporte avançado até a chegada ao hospital.
O caso foi registrado como morte natural pelo 7º Distrito Policial (Lapa), informou a SSP-SP.
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