Saúde

Transmissão por mosquitos: veja espécies e tipos de doença

Aedes aegypti talvez seja o nome cientifíco que mais se popularizou no vocabulário cotidiano e é o transmissor da dengue, zika, chikungunya e febra amarela; o Culex, conhecido como pernilongo comum, é o vetor da febre do Nilo Ocidental

4 min

26/08/2026 16:52 • Atualizado há 6 dias

Transmissão por mosquitos: veja espécies e tipos de doença

Os tipos comuns de doenças transmitidas por mosquitos incluem a malária, dengue, vírus do Nilo Ocidental, chikungunya, febre amarela e Zika. Nesta semana, o estado de São Paulo confirmou os dois primeiros casos humanos de Febre do Nilo Ocidental. Em Santa Catarina, uma mulher de 77 anos morreu devido à doença.

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Cerca de 390 milhões de pessoas são infectadas todos os anos pela dengue, e centenas de milhares de outras são afetadas pela zika, chikungunya e febre amarela, segundo a World Mosquito Program. A febre do Nilo Ocidental também tem afetado outros países. Na Europa, mais de 600 casos humanos autóctones foram registrados até agosto, com maior concentração na Itália, Grécia e Espanha. Nos Estados Unidos, o número de diagnósticos ultrapassa 180 casos em mais de 30 estados.

Veja quais mosquitos são vetores dessas doenças:

Aedes aegypti - dengue, zika, febre amarela e chikungunya

Mosquito Aedes aegypti | Crédito: Instituto Oswaldo Cruz

Mosquito Aedes aegypti | Crédito: Instituto Oswaldo Cruz

O Aedes aegypti talvez seja o nome cientifíco que mais se popularizou no vocabulário cotidiano. A dengue e as outras doenças são transmitidas exclusivamente pela picada da fêmea do mosquito. No entanto, para que a dengue ocorra, o Instituto Oswaldo Cruz (IOC) destaca que são necessários três componentes: o vírus que causa a doença (são quatro sorotipos), o mosquito, que transmite o vírus (chamado vetor da doença) e uma pessoa susceptível (que nunca teve contato com o sorotipo de vírus que está sendo transmitido pelo vetor).

O mosquito Aedes aegypti apresenta um corpo preto ou marrom-escuro e é marcado por listras e pintas brancas bem visíveis nas pernas, no tronco e na cabeça. O inseto costuma voar mais baixo do que o pernilongo comum e ataca durante o dia.

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O mesmo vetor também pode transmitir outras doenças como a zika, que provoca febre, olhos vermelhos, dor nas articulações, dor de cabeça e erupção maculopapular. As mulheres infectadas pelo vírus Zika durante a gravidez podem ter filhos com sérios problemas de saúde, inclusive microcefalia, que pode causar deficiências ao longo da vida. Já na chikungunya os sintomas são parecidos e incluem febre, dor nas articulações, dor de cabeça, dor muscular, inchaço nas articulações e erupção cutânea.

Na maioria dos casos, a condição do paciente melhora em uma semana, mas, ocasionalmente, a dor nas articulações pode durar meses ou até anos. A chikungunya compartilha alguns sinais clínicos com a zika e a dengue, o que pode levar a diagnósticos errôneos em áreas onde essas doenças são predominantes. Atualmente, a principal vacina contra a dengue disponível no Brasil é a Qdenga. No SUS, ela é aplicada em duas doses com intervalo de três meses, voltada para o público de 10 a 14 anos.

Anopheles, mosquito vetor da malária

Mosquito Anopheles | Crédito: cdc.gov

Mosquito Anopheles | Crédito: cdc.gov

A malária é uma doença infecciosa causada por um parasito do gênero Plasmodium, que é transmitido para humanos pela picada de fêmeas infectadas dos mosquitos Anopheles (mosquito-prego). Estes mosquitos são mais abundantes nos horários crepusculares, ao entardecer e ao amanhecer e costumam picar durante todo o período noturno.

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A malária não é uma doença contagiosa, ou seja, uma pessoa doente não é capaz de transmitir malária diretamente a outra pessoa. O mosquito anofelino, que transmite a doença, também é conhecido como carapanã, muriçoca, sovela, mosquito-prego e bicuda. Não existe vacina contra a malária no Brasil. A vacina disponível serve apenas para alguns países africanos com alta transmissão de malária por Plasmodium falciparum e é exclusiva para crianças pequenas.

Culex, mosquito vetor da febre do Nilo Ocidental

O vírus da Febre do Nilo Ocidental é transmitido por meio da picada de mosquitos infectados, principalmente do gênero Culex (pernilongo comum). Os hospedeiros naturais são algumas espécies de aves silvestres, que atuam como amplificadoras do vírus e como fonte de infecção para os mosquitos.

Também pode infectar humanos, equinos, primatas não-humanos e outros mamíferos, cuja importância epidemiológica ainda é pouco conhecida, segundo o Ministério da Saúde.

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Porém, o estado de São Paulo informou nesta semana a confirmação de dois casos de febre do Nilo Ocidental. Os pacientes estão sendo monitorados e foram registrados em Ribeirão Preto e São José do Rio Preto. Em Santa Catarina, uma mulher de 77 anos morreu em Imbituba devido à doença, cujo sintomas mais comuns são:

  • Febre;
  • Mal-estar;
  • Falta de apetite;
  • Náuseas e vômitos;
  • Dor de cabeça;
  • Dor muscular;
  • Dor nos olhos;
  • Manchas na pele (exantema máculo-papular);
  • Aumento dos gânglios linfáticos (linfadenopatia);
  • Sintomas neurológicos (confusão mental, rebaixamento do nível de consciência, tremores, convulsões).

Não existe vacina nem tratamento antiviral específico disponível para a Febre do Nilo Ocidental em humanos. O tratamento é de suporte e direcionado aos sintomas, com repouso, hidratação e acompanhamento médico, conforme a necessidade de cada paciente.

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