A descoberta de um medicamento oral capaz de mudar o tratamento do câncer de pâncreas, que é um dos tipos de tumor mais agressivos, gerou um entusiasmo enorme na comunidade médica internacional no começo de junho: é o daraxonrasib. Os resultados da pesquisa clínica, que foram apresentados no congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, em Chicago, nos Estados Unidos, mostram que o daraxonrasib é capaz de prolongar a sobrevida dos pacientes com câncer de pâncreas metastático e reduzir o risco de morte. A novidade traz esperança para a realidade brasileira: o câncer de pâncreas é o nono mais frequente no país e, segundo levantamento da #SalaDigital, é o quinto tipo de tumor mais pesquisado pelos brasileiros no Google nos últimos 12 meses. O remédio já tem uso específico autorizado nos Estados Unidos, mas ainda não foi aprovado pelas agências regulatórias brasileiras. E nesse cenário de inovação no tratamento do câncer, o Brasil se destaca com a terapia CAR-T Cell. Desenvolvida pelo Hemocentro de Ribeirão Preto, USP e Instituto Butantan, ela reprograma as células de defesa do próprio paciente. O foco inicial é em cânceres do sangue, com 87,5% de eficácia em casos graves e meta de 81 infusões na rede pública até o fim de 2026.




